Uns bocejam, outros tiram macacos do nariz. Há as senhoras que ajeitam o cabelo, passam baton pelos lábios e mascam pastilha elástica. Às vezes param com seus afazeres, para aplaudirem os oradores. Mas a grande maioria olha para o relógio à espera que a sessão termine. Pode ter sido alucinação: mas quase que jurava ter visto hoje um a masturbar-se enquanto se lia publicado num dos matutinos nacionais. São muitos, embora não os suficientes para que o vazio que nos fica seja finalmente preenchido.
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