Fomos a Lisboa ver a bola plasmada na sala do amigo Ferreira. Enquanto o esférico traía os pés tortos da maralha, cumprimos o ritual do fondue e deitámos abaixo uma de tinto. Voltei a beber uísque, que fique registado. Já não aquecia o fígado com puro malte desde que adormeci ao lado de um ecoponto. Muitos anos passaram. À época, como lembrou o camarada Ferreira, conquistávamos as caves ao som dos Nirvana. Agora andamos para aqui. Por mim, ando ora manco, ora recto, mas sempre radical no que parece ter entrado em desuso nas divisões do coração, essa coisa estranha a que chamam cumplicidade. Por ela, os fados do Rodrigo foram baladas para os meus ouvidos.
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