terça-feira, 22 de dezembro de 2009

FLEURETTE AFRICAINE



A escrita é um exercício burguês, exige tempo, disponibilidade, cabeça. Falta-nos o tempo, enche-se-nos a cabeça dos ecos ainda tão vivos do cansaço, e nem uma palavra nos salta dos dedos. Resta-nos pousar a cabeça sobre o dorso do silêncio, fechar os olhos, cheirar uma flor africana.

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