sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ALÔ, ALÔ, MARCIANO


Curioso: há precisamente um ano, acordei com o sacro deslocado. A história repete-se. É o eterno retorno a manifestar-se na base da coluna vertebral. Entretanto, toma lá um mail partilhado para topares do espírito que por aqui reina:

É um gozo ler essas histórias, saber-te do outro lado da linha, reparar, mais uma vez, que afinal o outro tinha razão: isto anda mesmo tudo ligado. Ele só não sabia, não podia prevê-lo, que seria uma coisa sem fronteiras a ligar-nos todos uns aos outros, uma coisa já extravasada deste lugar, dizes bem, atolado na porcaria. Sim, Portugal é uma coisa estranha no coração de quem o vive. E eu nem o vivo, mas tenho que me viver dentro dele. Ou não tenho. Sonho com pôr-me a andar daqui para fora, mas vou ficando, ficando, ficando, à espera que a pilha se quine e eu vá com ela para outro lugar qualquer, um lugar bem longe desta mesquinhez poluente. Ainda assim, sempre vão chegando boas novas. Umas de cá, outras de lá, tanto faz. Agarram-nos à vidinha e levam-nos a fortalecer a espera, como dizia outro outro, a espera de que algo aconteça.

P.S.: estarei ausente durante as próximas horas. Irei desenjoar para norte, com pedras a ferver sobre as costas e muita vontade de me desligar do mundo. Passem bem na minha ausência. Passem pel’O Indesmentível. É provável que amanhã a cidade tussa.

4 comentários:

paulocorreia disse...

Olha! Boa nortada e que bons ventos te tragam de volta à(s) sala(s) dos livros.
P.

rui disse...

"Tem sempre um aiatolá pra atolá, Alah!"

Manuel Cardoso disse...

acreditando na dispersão. sempre na dispersão. na dispersão encontra-se o nervo do que importa.

hmbf disse...

Obrigado pelos comentários.