Curioso: há precisamente um ano, acordei com o sacro deslocado. A história repete-se. É o eterno retorno a manifestar-se na base da coluna vertebral. Entretanto, toma lá um mail partilhado para topares do espírito que por aqui reina:
É um gozo ler essas histórias, saber-te do outro lado da linha, reparar, mais uma vez, que afinal o outro tinha razão: isto anda mesmo tudo ligado. Ele só não sabia, não podia prevê-lo, que seria uma coisa sem fronteiras a ligar-nos todos uns aos outros, uma coisa já extravasada deste lugar, dizes bem, atolado na porcaria. Sim, Portugal é uma coisa estranha no coração de quem o vive. E eu nem o vivo, mas tenho que me viver dentro dele. Ou não tenho. Sonho com pôr-me a andar daqui para fora, mas vou ficando, ficando, ficando, à espera que a pilha se quine e eu vá com ela para outro lugar qualquer, um lugar bem longe desta mesquinhez poluente. Ainda assim, sempre vão chegando boas novas. Umas de cá, outras de lá, tanto faz. Agarram-nos à vidinha e levam-nos a fortalecer a espera, como dizia outro outro, a espera de que algo aconteça.
P.S.: estarei ausente durante as próximas horas. Irei desenjoar para norte, com pedras a ferver sobre as costas e muita vontade de me desligar do mundo. Passem bem na minha ausência. Passem pel’O Indesmentível. É provável que amanhã a cidade tussa.
4 comentários:
Olha! Boa nortada e que bons ventos te tragam de volta à(s) sala(s) dos livros.
P.
"Tem sempre um aiatolá pra atolá, Alah!"
acreditando na dispersão. sempre na dispersão. na dispersão encontra-se o nervo do que importa.
Obrigado pelos comentários.
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