sábado, 30 de janeiro de 2010

MY GIRLS





Há um ano, a funcionária dos Correios informou-me de que os livros não são material frágil. Eu tinha acordado com a sensação de que o pensamento pesava mais do que o sono. Tinha acordado com os acentos trocados e, por isso, inventariei alguns dos epítetos começados por i com que até então tinha sido brindado: incauto, indigente, inteligente, irresponsável, irritante, incoerente, inconsequente, instável, invejoso, idiota, irascível, incrível, ínclito... Mas hoje acordei com a sensação de que devia comprar um moleskine para anotar a fragilidade dos livros que não escrevo. Ou então aderir a uma rede social, fazer muitos amigos, contá-los diariamente na esperança de vir a ser muito amado à distância. Mas para que me servem amigos que não poderei abraçar? Para nada. De que nos vale o sol a espreitar se as ruas continuam cinzentas?

2 comentários:

marcos visnadi disse...

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blogmoilesfesses disse...

exactamente são cada vez mais as pessoas que coleccionam amigos virtuais,só interessa o maior nº de amigos para que se sintam amados mas esquecem-se daqueles que tentam ser seus amigos com sentimentos calorosos
pois esses não fazem parte da contagem,não podem ser vistos pela rede social.
Adoro a música.