Enclausurado na deprimente previsibilidade dos seres humanos, o tédio ganha a força de um vulcão cheio de raiva. Se explodir, fará estragos irreversíveis. Já fez alguns. Da cinza nascerão novas e renovadas formas de vida. O fim do mundo deve ser qualquer coisa parecida com isto. Ou então estamos mesmo sós, irremediavelmente sós, e o fim do mundo, do nosso mundo, é uma outra coisa bem diferente: aprender a viver com a natural solidão que nos divide.
2 comentários:
Que bom! Há tanto tempo...
Também gostas? Já lá vão uns anitos, de facto.
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