segunda-feira, 15 de março de 2010

CIRCLE




Enclausurado na deprimente previsibilidade dos seres humanos, o tédio ganha a força de um vulcão cheio de raiva. Se explodir, fará estragos irreversíveis. Já fez alguns. Da cinza nascerão novas e renovadas formas de vida. O fim do mundo deve ser qualquer coisa parecida com isto. Ou então estamos mesmo sós, irremediavelmente sós, e o fim do mundo, do nosso mundo, é uma outra coisa bem diferente: aprender a viver com a natural solidão que nos divide.

2 comentários:

sara rocio disse...

Que bom! Há tanto tempo...

hmbf disse...

Também gostas? Já lá vão uns anitos, de facto.