domingo, 6 de fevereiro de 2011

ABISMO




Há muito que os dias não me sossegam. Paz não tenho, falta-me coragem. Talvez tenha sido talhado para a guerra, talvez seja esse o meu destino: os nervos à flor da pele e a pele abrindo-se às pústulas. Olho então o mar em calmaria, o sol sobre ele resplandecendo, e penso que mal terei eu feito para merecer esta luz. Dai-me trevas e fogo, uma dor que valha a pena, mas livra-me, ó destino, de morrer a olhar para o abismo imaginando o que possa ele esconder.

2 comentários:

Anónimo disse...

Que pessimismo!Com uma paisagem destas, como pedir as trevas?Faz-te á vida e finta o abismo da imaginação!
MF

Mariana disse...

Pensar em destino é pensar longe: "que mal terei eu feito para merecer esta luz". Houve quem vazasse os próprios olhos por não suportar o que viu.