Um dia, ainda no tempo do escudo, vi uns sapatos numa montra que me saltaram à vista [que pena não te terem partido as trombas], entrei na sapataria, experimentei-os, gostei e mandei embrulhar. Quando a empregada disse o preço – 80 contos – eu ia desmaiando [um ataque cardíaco era mais apropriado]. Mas já não tive coragem para voltar atrás. Pois bem: as principais características do calçado são o conforto, a segurança e a durabilidade [temos sapateiro]. Ora esses sapatos – ingleses, marca Church’s – não eram confortáveis, não eram seguros nem se mostraram duráveis, pois resistiram bastante menos do que outros muito mais baratos [mas destes não citas a marca, ó grunho]. E digo que não eram seguros pois escorregavam perigosamente em superfícies muito lisas, como as calçadas de Lisboa, em que as pedras estão polidas pelo desgaste [muda-te tipo para a Somália, lá já não escorregas]. Por pouco esses luxuosos sapatos não me causaram quedas aparatosas [que pena].
Ler todo o rol de imbecilidades ali. Via Maria João. Mais um naco do bom jornalismo nacional.
Ler todo o rol de imbecilidades ali. Via Maria João. Mais um naco do bom jornalismo nacional.
7 comentários:
É dose, o Saraiva, mas esta crónica ultrapassa tudo. Ainda aqui de boca aberta diante da estupidez condescendente.
Ó pá, mas há quantos anos o eminente escritor e arquitecto Saraiva desequilibrou o andaime :)
O homem é louco, inimputável. Se aquilo é o modo de vida da classe média, eu tenho vida de vagabundo.
Dassse, o homem não é louco, é estúpido. E não vê nada.
Delicioso (adoro humor involuntário). Já agora: alguém me arranja um Audi A6 para eu trocar por um A4?
respeitem o homem. afinal de contas vai ser o próximo nobel português de literatura.
Vestir armani, conduzir um a6, viajar em executiva, alojar-se em hotel de 5 estrelas. Classe media? isto é demencia senil.
Alguem lembra-se dos "2500 euros por mes" do Eduardo Pitta como condiçao minima para pertencer a classe media?
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