Este país está cheio de moluscos. E eu já não tenho paciência, sinto-me cada vez mais inconveniente. Estou marcado mas não me importo, faço questão. Muito gosto. Hoje lá veio com a ladainha do costume, a mediocridade dos tempos, livrarias de referência a fecharem por todo o lado. E eu perguntei: mas olhe, no último ano, quantos livros comprou nessa livraria que tanto lamenta ter fechado? Zero. E noutras como essa? Zero. É que se elas fecham, por alguma razão será: talvez por não terem clientes. No outro dia foi a vulgaridade reinante na edição portuguesa a merecer lamentação. Lamentava-se quem podia ter feito alguma coisa para, enfim, deter a disseminação da vulgaridade. Como? Não dando respostas destas. A memória é um fenómeno estranho, não é? Lá dizia o russo: “Somos todos culpados de tudo e de todos perante todos, e eu mais do que os outros". Ou não.
3 comentários:
é do pior. a mim já me disseram o esmo dos meus artigos de crítica literária que eu publicava no jornal local...
csd
ao ler-te, além de concordar, também fico satisfeito por não teres deixado o "Insónia" sobreviver, tão útil neste, e noutros casos.
(não sei o que é que o não está a fazer aí em cima...)
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