domingo, 9 de dezembro de 2012

O CASO DA MULHER QUE SE MATOU

Um destes dias mato-me, avisou, e depois toda a gente exclamará um hipócrita ahhhhh de espanto. Vinte e duas horas depois de ter pronunciado o oráculo, consumou-o. E, de facto, toda a gente exclamou um hipócrita ahhhhh de espanto. Excepto ele, que se dirigiu a toda a gente indagando sem contemplações: mas estavam à espera de quê? E todas as pessoas que tinham exclamado o hipócrita ahhhhh de espanto o censuraram, ostracizaram-no, levando-o por fim a matar-se para que pudessem continuar a pronunciar os seus hipócritas ahhhhh de espanto.

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