quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ALCHEMY


Fui viver para Lisboa em Setembro de 1992. Meses antes, tinha andado pelas ruas da capital. Entre um furto no Bairro Alto e o concerto dos Dire Straits a 16 de Maio muito haveria para contar que o recato não consente. A verdade é que cumpri nesse dia um sonho de adolescência, ver Mark Knopfler tocar ao vivo. Fi-lo de tronco ao léu, depois de uma primeira parte sofrível assegurada pelos Was (Not Was). A banda britânica tinha entrado num processo de decadência do qual não veio a recuperar. O sucesso comercial de Brothers in Arms (1985) originou um interregno de 6 anos, ultrapassado com um álbum medíocre que os primeiros 10 anos de vida não mereciam. Acabaram por essa altura os Dire Straits, embora tenha permanecido uma ligação afectiva ao trabalho de Knopfler. Algumas bandas sonoras são muito boas, assim como trabalhos em parceria com Chet Atkins ou Emmylou Harris (na linha do excelente álbum publicado sob o nome The Notting Hillbillies). Adiante… Alchemy: Dire Straits Live (1984) é, provavelmente, o registo ao vivo que mais vezes ouvi. Tem 30 anos, eu vou a caminho dos 40. De vez em quando ainda lhe pego.


1 comentário:

Ricardo António Alves disse...

Sim, ficam os primeiros quatro álbuns; depois Knopfler teve de acabar com com os DS para voltar a ser Knopfler.