quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

MY HOMETOWN


Questionava-se je suis…noir sobre qual seria o próximo. Aí tem a resposta. Nas festas da escola só mesmo o riff de Roadhouse Blues rivalizava com as primeiras notas de Sunday Bloody Sunday, canção com motivos políticos que estávamos longe de entender à época. Under a Blood Red Sky (1983) continua a ser um dos meus álbuns ao vivo preferidos. Curiosamente, vi os U2 dez anos depois desse concerto. Ultrapassada a fase de inclinação americana, com Rattle and Hum (1988), os U2 aproximaram-se do que as melhores bandas saídas da fornada madchester andavam a fazer e produziram dois álbuns excelentes: Achtung Baby (1991) e Zooropa (1993). Este deu origem a uma digressão de aparato visual inesquecível, com a mesma pujança crítica do passado e os olhos postos no futuro que é hoje o nosso. Parece-me boa ideia voltar a ouvir Zooropa, o último grande álbum de originais da banda irlandesa. Estão lá prenunciados, com notável astúcia, todos os vícios da Europa actual. De resto, o próprio título é um tratado. Tenho cá por casa a gravação pirata de um concerto dado em Dublin no dia 29 de Junho de 1985. Ao rever os 12’38’’ de Bad dou-me conta de como tantas vezes passa despercebido o poder da cultura popular, frequentemente reduzida a mero entretenimento:


1 comentário:

je suis...noir disse...

Eu soube logo a seguir:) Instinto! (run, Henrique, run (to stand still);)