quarta-feira, 5 de março de 2014

#1


Oriundos da Suécia, os Anywhen têm um nome que não encontra paralelo na língua portuguesa. Tempo e espaço suprimidos num só conceito, como a música que ofereceram ao mundo no álbum The Opiates (2001). Antes deste houve um outro, mas pouco importa. Depois deste, não houve nenhum. O compositor e vocalista Thomas Feiner, nascido de sangue russo e polaco, ficou sozinho. Revisitou The Opiates no estúdio de David Sylvian, compôs alguns temas para filmes, desapareceu. Mas o segundo álbum da banda fica para lá do tempo e do espaço. A voz de Feiner, entre o grave e o falsete contido, ecoa em dias chuvosos como água no deserto. É uma luz envolta em melancolia, sem rancor nem raiva. Um lamento sóbrio, elegíaco, translúcido, acompanhado pela Warsaw Radio Symphony Orchestra. Arranjos que conferem às canções um tom clássico, perene, universal:


6 comentários:

Filipe Guerra disse...

Gostei. Obrigado, Henrique. Vou tentar encontrar a letra escrita em qualquer lado.

hmbf disse...

Olá Filipe, o CD traz as letras. Se for caso disso reproduzo.

Já agora, este post inicia uma nova série de 100 álbuns (desta feita para o leitor Ivo) :-)

Ivo disse...

Bingo!
Ontem quando vi o post era para ter escrito simplesmente "Obrigado", mas pensei ser um pouco presunçoso da minha parte o #1 aparecer apenas por eu ter pedido. Afinal... Ainda há esperança na Humanidade! =))

E já agora, para não variar, boa proposta. Já procurei na net para comprar mas não está fácil (pelo menos a um preço suportável).

hmbf disse...

Os preços dos CDs estão vergonhosamente inflaccionados. Bem podem continuar a queixar-se das cópias.

Anónimo disse...

Belíssima!

Ivo disse...

Hum aconteceu com este, mas não tem sido usual. Pelo menos o que eu procuro para comprar (estou a falar, neste caso, de quase 70 Libras Inglesas na Amazon - agora feita nova busca reparo que a reedição é bastante menos cara, só tinha visto a edição igual à do post). Isso das cópias (suponho que te refiras às cópias piratas, downloads ilegais, etc) é uma valente treta, grande negócio para as editoras, valente pontapé na peida de quem cria (lixo à parte).