domingo, 16 de março de 2014

#10


Com uma obra iniciada em 1996, o sueco Jay-Jay Johanson (Jäje Johanson) afirmou-se como um dos escritores de canções mais persuasivos do seu tempo. Enraizado na pop electrónica (electro-pop ou electro-clash, na versão ciberpunk), assumiu uma linha onde o auto-retrato é praticado sem subterfúgios mas com uma andrógina maquilhagem exterior. Antenna (2002), o quarto álbum de originais, sublinhou como nenhum outro esta dimensão teatral. Alternando temas irresistivelmente ondulantes com tonalidades intimistas, Antenna espelha as contradições e as agruras da estrela pop. Apesar do isolamento e da solidão (entre multidões) que as letras evidenciam, estabelece-se um intenso contraste musical com melodias anódinas e ritmos lúdicos. Os arranjos de cordas que percorrem de forma subtil todo o álbum contribuem para gerar as tais tonalidades intimistas, transportando o ouvinte para uma espécie de confessionário onde a sinceridade do discurso não enjeita a encenação do indulto: Tomorrow / I will try to be more positive / all the troubles / that’s been hurting me / will hopefully gone. Como o amanhã a Deus pertence, sugiro que comecemos por ouvir Cookie… e que depois dancemos ao som de


2 comentários:

Textículos disse...

O "Whiskey" também é muito bom

hmbf disse...

Pois é