quarta-feira, 1 de outubro de 2014

#45


Uma superbanda pode ser uma banda com muitos elementos ou um projecto com elementos provenientes de várias bandas marcantes. Os The New Pornographers, com este nome respigado entre o humor e a mera provocação, são mais a primeira do que a segunda versão de superbanda. No entanto, entre os seus membros encontramos nomes relevantes da chamada pop independente tais como Neko Case ou os Destroyer. Formados em meados da década de 1990, estrearam-se com o álbum Mass Romantic (2000). Onde há muita gente é natural haver instabilidade, pelo que os primeiros três registos revelaram a busca de uma identidade que Challengers (2007) acabou por consolidar. O quarto álbum ofereceu-nos uma dúzia de canções melodicamente depuradas, com arranjos geralmente divertidos e orquestrações refrescantes. A. C. Newman, principal compositor de serviço, brinda-nos com retratos irónicos e multicoloridos da vida quotidiana. Os The New Pornographers distanciam-se, em todas as linhas, do discurso neo-depressivo e decadentista, elegíaco e tantas vezes enfadonho de muitos artistas congéneres. Mesmo quando abordam temas românticos e até religiosos, conseguem fazê-lo sob uma perspectiva heterodoxa e agradavelmente cínica:


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