segunda-feira, 16 de novembro de 2015

#69


Ao escutarmos No No No (2015), quarto álbum dos Beirut, a sensação é a de ter sabido a pouco, não por culpa da qualidade das composições, mas por se tratar de um disco curto, com cerca de 30 minutos, de música gourmet. Refeito do divórcio e de complicações terapêuticas, o multi-instrumentista Zach Condon oferece-nos 9 temas que brotam das teclas do piano, dos sintetizadores, do órgão, como de terra fértil desabrocham as mais belas plantas. Capaz de fazer o electrónico soar acústico, mantém a tradição de oferecer às suas canções orquestrações com diálogos subtis, de extremo bom gosto, entre variadíssimos instrumentos, com especial incidência nas secções de sopros e de cordas. Já não tão colado ao folclore dos Balcãs ou à tradição mexicana, No No No sublinha a inteligência de uma pop agregadora das tendências folk que vêm marcando a maioria dos escritores de canções norte-americanos contemporâneos. Começa assim:


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