terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

SPRINGSTEEN #3

O primeiro grande sucesso comercial de Springsteen chegou com Born to Run (1975), disco em parte produzido por Jon Landau — o homem que um ano antes havia escrito num artigo publicado no The Real Paper que tinha vista o futuro do rock and roll «and its name is Bruce Springsteen». A linha de harmónica e piano que abria Thunder Road, a primeira canção da nova colheita, não deixava margem para dúvidas, o som tinha evoluído numa direcção que reinventava as raízes musicais exploradas nos álbuns anteriores, que as apurava e lapidava. Insistindo nas mesmas temáticas e obsessivamente focado no realismo das ruas, Springsteen aceita para as suas canções arranjos que lhe oferecem um tom mais polido. Além das teclas de Roy Bittan, o saxofone do mítico Clarence Clemons é dos instrumentos que mais se ouvem ao longo dos oito temas. Isto leva a que o rock praticado por Springsteen se situe a uma considerável distância do chamado rock de guitarras, aproximando-se em muitos aspectos do som praticado por bandas ligadas às cenas soul e funk. Ainda assim, podemos considerar que o melhor de Springsteen se revela quando a folk emerge e afasta a parafernália deixando-lhe a voz a sós com uma guitarra. Born to Run não é esse registo, havendo porém lugar para uma balada nostálgica que está entre as melhores escritas pelo boss:


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