Em Setembro próximo cumpro 20 anos de palavras impressas. O
primeiro dos crimes: aqui. Desses tempos, conservo apenas a epígrafe de Álvaro
de Campos e uma forte amizade com o editor do opúsculo. Tudo o mais se perdeu.
No próximo Sábado, lá estarei a dar o peito por nova publicação. A Grua nasceu neste weblog, ao
contrário dos poemas coligidos numa plaquette intitulada Rogil, entretanto
esgotada, que a Volta d’Mar me publicou há cinco anos. Esses poemas andavam
espalhados por diários de férias. A Grua é um poema-sequência em 20 estâncias,
coloca em cena um sujeito poético auto-exilado e um elemento paisagístico com o
qual o sujeito estabelece um processo de identificação. Tem tanto de dramático
como de visual. Agrada-me que tenha sido publicado pela Volta d’Mar, 20 anos
depois da primeira insónia.

9 comentários:
Oh, e eu a pensar que A Grua era um filme de terror. Parabéns, gringo. Há-de cá chegar.
Em parte, pensaste bem.
Olá Henrique, puxa já publicas há vinte anos? Do caraças. Parabéns pá saúde e beijinhos
Há 20 anos a estragar papel. :-)
Já estás como os cancionistas pimbas, que fazem anos de carreira por tudo e por nada - venham 5, 10 ou 15 anos. Qualquer dia até aos 2 anos é motivo de festa. Então os escrevinhadores também comemoram os anos que escrevem? escrever é um espectáculo...
Grata pelos 20 (frutuosos) anos. Continua!
Anónimo, quem falou em comemorar? Foi recentemente publicado um livro que talvez lhe faça falta: "Ioga para Corrigir a Visão". :-)
Caro Henrique, muitos parabéns pelo seu itinerário! A poesia portuguesa ficou mais rica com os seus 20 anos de palavras, tanto na arte poética, como no labor crítico. Um abraço grato! ricardo gil soeiro
Obrigado. Saúde,
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