quarta-feira, 7 de junho de 2017

PERNAS

   Que pernas! 
   Não careciam de saltos, ainda que um tacão ligeiro lhes retesasse o músculo. A saia era curta, destravada. 
   Uma lufada de ar fresco levantou os rubros tecidos e deixou especados os olhos boquiabertos dos mirones. 
   Que pernas! Todos os santos as protejam, muito caminhem e descansem. 
   Impossível parecer discreto perante monumento assim. 
   Pode um homem ficar indiferente ao Taj Mahal das pernas? 
   Pecado seria não apreciar, fingir indiferença. Tudo naquelas pernas dizia: olhem para mim. 

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