quinta-feira, 16 de novembro de 2017

#103


Durante a década de 1990, os The Smashing Pumpkins foram uma das bandas que melhor soube aproveitar a vaga grunge em favor de um rock ambicioso na diversidade das suas propostas. Liderados por Billy Corgan, personagem perturbadora e, ao que se sabe, perturbada, nos The Smashing Pumpkins confluíam tanto a herança do heavy metal da década de 1970 como a pop neo-romântica, de inspiração gótica, da década seguinte. A perda de fôlego começou a desenhar-se já no séc. XXI, com Corgan a envolver-se em novos projectos onde ficavam patentes as mazelas de uma depressão profunda. Não será exacto considerar Ogilala (2017) o primeiro álbum a solo de William Patrick Corgan, embora o registo intimista e acústico, ao jeito mais tradicional de escritor de canções, o permita. Apoiado por um piano e pela guitarra folk, aceitando ocasionais arranjos de cordas e a colaboração de James Iha, guitarrista fundador dos The Smashing Pumpkins, Corgan esconjura em baladas simples e sem segredos, apesar da obscuridade das letras, os demónios de um universo pessoal serenado pela vida familiar. A produção do experimentadíssimo Rick Rubin, que trabalhou com Johnny Cash as American Recordings, dá uma ajuda:


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