quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

DESEMBACIAR O POEMA

Para o João Paulo Esteves da Silva
Para o Nuno Moura

Nada percebe de ares
condicionados
este que me conduz,
nos carros modernos
não tem mão.

Tirou carta e meteu-se
em envelope lacrado
com destinatário certo,
previsível. A temperatura
é difícil de regular,

mas a gente tira o baço ao vidro
ouvindo cantar quem escreve,
ouvindo dançar quem canta.
A bom ou a mau porto,
chegaremos.

Não importa quando,
desde que cheguemos limpos. 

2 comentários:

sephi disse...

Belo poema, Henrique. Obrigado! A comemorar uma noite que merece ser comemorada.
Abraço forte
João

hmbf disse...

Abraço e saúde,
h