terça-feira, 6 de março de 2018

IKLIMLER (de Nuri Bilge Ceylan)



Ando sob o Verão à procura de chuva,
passo por entre chuva em busca de névoa,
e nenhuma estação me detém.

Olho a paisagem ao fundo dos dias,
cordilheira de mentiras, logros, perdão,
e regresso sempre pelos mesmos atalhos.

Se pelo menos uma gargalhada se intrometesse
no nosso amor, se ao menos um rio
no pranto gelado dos rostos desaparecidos.

Restam-me fotografias de um compasso
esquecido, registos revogados de datas
passadas. E o olvido a caminho do descanso.



(segunda-feira, 14 de Abril de 2008)

4 comentários:

rff disse...

Gostei do poema. Mas, e agora benfica?

sandra costa disse...

Gosto muito.

hmbf disse...

Obrigado, Sandra.

RFF, 2.ª com eles.

rff disse...

Como diria o gajo de alfama ou assim: isto está tudo minado...