Um mês sem fumar. O regime de abstinência prolonga-se e subdivide-se
em diversas matérias. No café, por exemplo. Não total. Reduzi de sete para
dois. Também quase deixei de escrever. Preparo-me arduamente para a vida
monástica. Passou-me pela cabeça enfiar um capuz na cabeça, dedicar-me à
metafísica ou à meditação transcendental. O próximo passo será deixar de beber.
Quanto mais os abandonos, menor é a sensação de viver. E isso faz-me bem.
Com esforço e dedicação, lá para o final do ano deixarei de existir. Espero
então poder respirar melhor.
2 comentários:
nem um cheirinho a liberdade? :(
Força!
Eutanásia prolongada?
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