quinta-feira, 19 de julho de 2018

TERÇA DE CELEBRAÇÃO



Na terça-feira foi diferente, como não podia deixar de ser. Pela primeira vez, desde que iniciámos o ciclo Diga 33, não contámos com a presença física do autor em foco. Daí a palavra homenagem, que não é das melhores. Mas simplifica.


Tivemos a Cláudia Souto, a quem o Rui Costa dedicou o livro de estreia, a falar dos primeiros tempos. Leu com pronúncia do norte a nuvem prateada, tal qual foi escrita.


E a mim pareceu-me ter sentido a presença do Rui naquela voz, como que numa evocação ameríndia aos que por terem passado são os mais presentes. 


O André Corrêa de Sá, acabado de chegar de Santa Bárbara (Califórnia), apontou pistolas às noitadas no Porto. Andámos pelo Pinguim, pelo Púcaros, lembrámos os Mana Calórica  e enviámos um abraço ao A. Pedro Ribeiro. 


E rimos com a Margarida Vale de Gato quando ela nos mostrou um pouco do que era trabalhar com o Rui Costa, neste caso numa peça de teatro a duas mãos. 


Mostraram-se livros.


Leram-se poemas.


Distribuíram-se sorrisos.


A Sílvia Guerra, surpresa fora de programa, visitou-nos vinda de Paris para mostrar como a poesia do Rui Costa tem andado de mão dada com a arte contemporânea no projecto Metaphoria. Primeiro em Guimarães, depois em Atenas, em breve na cidade luz. 


Foi mais ou menos isto, respeitável auditório. Sete meses cumpridos, cabe agradecer ao Nuno Moura e ao João Paulo Esteves da Silva, ao Paulo da Costa Domingos, ao manuel a. domingos, ao Carlos Alberto Machado, ao Miguel-Manso e ao Pedro Mexia, ao Miguel de Carvalho, à Cláudia Souto, à Margarida Vale de Gato, ao André Corrêa de Sá e à Sílvia Guerra. À equipa do Teatro da Rainha. Ao José Ricardo Nunes. Ao Fernando Mora Ramos e ao José Carlos Faria, que leram poemas e, queiram os indígenas da poesia, hão-de ler mais. A todos quantos têm aparecido nas sessões, reaparecendo ou desaparecendo. Em Agosto descansamos, voltaremos em Setembro com a Mariposa Azual. As fotografias são da Margarida Araújo.

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