terça-feira, 17 de julho de 2018

HOJE, NO TEATRO DA RAINHA, ÀS 21H30



A próxima terça será dedicada ao Rui. Acerca de Rui Costa, várias matérias: aqui. Por ora, recordemos um poema:



NÃO SÃO POEMAS

Não são poemas o que eu escrevo.
São casas onde os pássaros esperam.
Nas suas janelas coincide o mundo.
Nos seus esteios resvalam gigantes.
Algumas vezes ódio.
Algumas vezes amor.
Não são mortalhas incondicionais do medo.
O HÓSPEDE DA CASA NÃO
TEM O DEVER DE SER FELIZ!
Não são poemas que eu escrevo.
São espelhos onde os rostos principiam.

Rui Costa, in “A Nuvem Prateada das Pessoas Graves”, Prémio Daniel Faria 2005, Quasi Edições, Maio de 2005, p. 19.

5 comentários:

maria disse...

se tudo correr como o desejado, lá estarei. :)

hmbf disse...

Excelente.

Anónimo disse...

Sou de uma gratidão imensa por ter conhecido (ainda que o pouco a que consegui acesso), através deste blog, além do tanto outro a que guardo cá com cuidado, e por que não dizer carinho?, o que escreveu Rui Costa. Era só o que queria dizer: grato!
DRB.

hmbf disse...

Eu é que agradeço o seu comentário. É sempre bom saber que chegamos a alguém. Saúde,

spumpkin disse...

o meu depoimento sobre o rui costa traduz-se num silêncio de palavras que esbarram umas com as outras. que gostariam de se materializar mas que não o conseguem por se acharem insuficientes.
as palavras que se evadem; “as limitações “ da escrita do rui costa “ são infinitas”
grato