segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

CONAN OSIRIS


Chegou o momento, sinto que devo ter uma opinião acerca de Conan Osiris. Toda a gente tem “bués”. Temos d’ estar ao nível. Portanto, aqui vai: não acho piadinha nenhuma. A minha cena é mais Klaus Nomi, ‘tás a ver?



18 comentários:

Unknown disse...

Klaus Nomi mil vezes mil.

Anónimo disse...

Já não é a música que interessa, a sua graça,a sua pulsão... O que interessa é o que te vendem como a última grande coisa da música, o "que está a dar". Bué cagativo...

Anónimo disse...

Apresento-te o Conan espanhol, Yung Beef: www.youtube.com/watch?v=ur8yFIXYZjY

É possível arranjar um bacano destes para cada lugar da geografia do mundo ocidental. Se snifares cola aprecias melhor.

Anónimo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=tVj0ZTS4WF4

A Rússia, o país mais estranho e belo do mundo, oferece-nos o conan orísis do ano 3019.

Anónimo disse...

Inclui uma saudação facha aí pelo minuto 1:28... Decadência?!

Anónimo disse...

Já que estamos perante uma praga de anónimos prontos a desvelarem os Cromos Osiris da Europa, aí vai o italiano Young Signorino, montes de sucesso também e muita imprensa: www.youtube.com/watch?v=K9bf4PT-aEk.

A cara dele explica muita coisa...

MJLF disse...

Eu andei a ver/ouvir e estou a apreciar o fenómeno, mas como sabes sou uma extraterrestre que está sempre a ouvir a antena 2. O Conan Osiris é um artista com uma boa dose subversão. Detectamos as influências no que faz de imediato, o António Variações é óbvio, assim como o fado em pano de fundo, a música cigana, árabe, africana e mexe muito bem com a electrónica. As letras nonsense são do melhor, associação livre a abrir, sem dúvida um autêntico comico-trágico. O que me está mais a chamar a atenção é que sentimos as influências, mas ele consegue torná-las um cocktail molotov original, tem um estilo próprio e isso é difícil.

Anónimo disse...

Porra, se o Conan viesse de NY andavam todos embasbacados...

hmbf disse...

Maria João, lá que tem um estilo próprio, até pode ter. Só que é um estilo fatela. Digo eu. E musicalmente é de uma pobreza confrangedora, embora aceite que este é um daqueles casos que nos levam a dizer (no limite): gostos não se discutem. E eu até sou da opinião que nada há de mais discutível do que os gostos.

MJLF disse...

Não o acho fatela, mas Henrique, em termos musicais devem ser poucas as coisas em que sintonizamos :D

MJLF disse...

Acho que já percebi porque não gostas: tem o fado em pano de fundo, que tu não aprecias, isso leva-te ao 'fatela'. E aquilo está misturado com música cigana, não está a utilizar as tonalidades convencionais, por isso até parece desafinado, mas não, ele está utilizar outras escalas para compor as melodias ;)

hmbf disse...

Música cigana? Amiga, tenho carradas de CDs de "música cigana". Não insultem a música cigana. Se for caso disso, faço aqui um post só com música cigana para que se perceba a diferença. Quanto a fado, não me meto. Mas também acho que sei o que é, mesmo tendo em conta as fusões a que tem sido sujeito. Este rapaz é outra coisa, pop chunga para freaks, é o Zé Cabra ou a Maria Leal da intelligentsia, que gosta sempre de ter uns fenómenos destes à mão para desempoeirar do tédio. A sugestão que dou a todos é: comprem o CD, ponham a tocar no carro e em casa enquanto fazem limpezas. Bom proveito. :-)

MJLF disse...

És um radical Henrique, quando não gostas nada feito hahahahha ;)

MJLF disse...

Não é chunga como a Leal ou Zé Cabra, é pop da boa :D, olha que tenho um ouvido treinado pela prática da música de câmara. O rapaz já tem três álbuns, fui pesquisar na net e ouvi com atenção, diverti-me à brava a ouvir e oiço as músicas até ao fim, ao contrário da Leal e do cabra, que nem os aguento. Bom, nada a fazer, não sintonizamos neste caso hahahhahahahaha

hmbf disse...

Sim, radical. O problema é que não é só na música, é nas artes, é na literatura, é este culto da persona e da parvoeira que mexe comigo. Trabalhar numa livraria e ver o entusiasmo das pessoas com coisas tipo Minh'Alma e Chagas Freitas e congéneres, os putos com os youtubers... foda-se, que miséria!!! Há um culto generalizado da parvoíce ao qual não acho piada nenhuma, para o qual as redes sociais contribuem, na qual os produtores/editores se montam só na ganância do guito... Este nivelar por baixo, mesmo por baixo, por baixo do baixo, esta razia a tudo quanto exige um pouco de introspecção e pensamento, tudo estilo, tudo superfície, tudo aparência e gesto, tudo yah, tá-se, ganda maluco... é um enjoo de parvoeira que não aguento.

Anónimo disse...

Curiosa a geografia de origem dos Minh'Alma e dos Chagas Freitas... Indaga. Um dos sintomas destes tempos é a invasão da metrópole (lugar da alta cultura, digamos assim, apressadamente, por excelência) pela parvónia que nunca larga a parvónia. E depois dá numa aliança geral da parvónia onde quer que esta se encontre. O Conan até nem é dos piores, e até se escuta uma segunda e terceira vez...

MJLF disse...

Entendo perfeitamente o que te referes, e sabes que não me entusiasmo com esses fenómenos também. No caso da música, é uma arte que tem sempre um efeito muito imediato, de rejeição ou ao contrário, de transe, é uma arte com a capacidade de invadir os seres humano e de se fixar no interior, nas suas vivências, memórias etc. O que conhecemos contribui muito para a rejeitarmos ou deixar que se apodere de nós. Cada vez me convenço mais que a música ocupa um espaço em cada ser humano que dificilmente pode ser partilhável, uma vez que acompanha a existência. Eu até entendo o que estás a rejeitar, mas não coloco a música deste rapaz nesse patamar ;)

Anónimo disse...

E a "nova" editora Contraponto? Mais uma achega à teoria da parvónia... DEixa lá o Conan...