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Adenda:
EC.ON, Lisboa, 16 Março
Acorro ao ciclo poético da EC.ON e assisto, com prazer,
ao Jaime Rocha desenhar o palco que a Nazaré se tornou para ele, no qual nunca
mais deixou de ouvir conversas com mortos, nem de acompanhar figuras de negro a
passearem medos e angústias, sem esquecer a íntima observação do mar
ininterrupto e o cultivo do silêncio. Vi até uma enxada a passar à beira do
café em Benfica e na mão de um semeador de cães e gatos. Ouvi também o
dodecassilábico Henrique Manuel Bento Fialho defender acesamente a contaminação
entre géneros, a descoberta do verso na prosaica planura da prosa, ou da
centelha da ideia em pleno poema. Pensei, por causa disso, que o gesto poético
surge que nem aquelas utilíssimas placas de sinalização espalhadas pelo nosso
interior. Perdidos, acendemos os faróis para ver melhor a indicação que nos
salvará a pele e eis que surge, brilhando, «outras direcções».
João Paulo Cotrim, aqui.

3 comentários:
Cartaz bem esgalhado.
Lá estarei
Então estaremos em boa companhia. :-)
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