Morreu McCoy Tyner, pianista que começou por inscrever o
seu nome na história a partir da colaboração com John Coltrane na primeira
metade da década de 1960. Natural de Filadélfia, tocou no The Jazztet de Benny
Golson e Art Farmer. A aproximação de Coltrane ao free jazz fê-lo abandonar um
dos quartetos mais emblemáticos de todos os tempos. Seria exaustivo enumerar as
colaborações em que o encontramos. Como líder, gravou para a Blue Note um disco
inesquecível: The Real McCoy (1967). Contemplation é um dos temas mais bonitos da sua safra. Fez-se aí acompanhar de Joe Henderson, no
saxofone tenor, de Ron Carter, no contrabaixo, e de Elvin Jones, na bateria.
Todas as composições são da sua autoria. Do hard bop ao jazz de fusão, McCoy
Tyner atravessou géneros influenciando gerações. Era uma lenda viva, o homem para quem tocar e viver significavam o mesmo: «I keep finding out more about music as I learn more about myself, my environment, abou all kinds of different things in life. I play what I live».

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