Omar estranhou a ausência de movimento na avenida.
Aproximou-se de um quiosque e tentou ler as manchetes dos jornais,
apercebendo-se da palavra emergência associada ao grande chefe da nação. O
homem do quiosque enxotou-o como a moscas, ordenando-lhe que fosse para casa.
Omar abrigou-se na arcada de um prédio, junto à montra de uma loja de móveis
encerrada. Felizmente ainda não tinham colocado gradeamentos naquele prédio,
pelo que Omar pôde acomodar-se com os olhos postos num quarto exemplarmente
decorado. Antes de adormecer, ouviu a alguém que passava,
«Agora que se anda tão bem na rua é que temos de ficar em casa.»

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