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quarta-feira, 18 de abril de 2018

PASSAR O TESTEMUNHO


A minha filha Matilde comemora hoje 15 primaveras. Por estes dias, o mais vulgar dos exercícios é tentar recordar-me de como era o mundo quando ela nasceu. O meu era a duas cores, é tudo quanto consigo recordar. Esqueci-me do resto. Mas lembro-me que foi no meu 15.º aniversário que a minha irmã Manuela me ofereceu O Papalagui, e que esse livro me influenciou como poucos. A Matilde já leu o quádruplo dos livros que eu tinha lido com a idade dela, mas parece-me importante passar hoje o testemunho. O Papalagui vai deixar de fazer parte da minha biblioteca.

terça-feira, 9 de maio de 2017

O MUNDO DELAS


Um dos prazeres que tenho na vida é olhar o mundo através dos olhos das minhas filhas. Isso é possível, em certa medida, observando as fotografias que elas vão captando com a máquina cá de casa.
Dá para perceber, por exemplo, a preferência da Beatriz pelos pormenores. É também mais experimental do que a Matilde, denota uma forte tendência para planos inclinados, fragmentos de estruturas que rasgam a paisagem ou decompõem o todo do qual são parte integrante. Percebo-lhe um desrespeito pela forma que, curiosamente, tem pouco que ver com o perfeccionismo a que se propõe sempre que executa uma tarefa. Há uma encantadora autonomia no olhar da Beatriz.
A Matilde é mais meticulosa e apolínea, gosta de enquadrar os fenómenos como quem procura contar uma história. Tem um olhar narrativo. Busca amiúde espaços amplos, abertos, tentando vislumbrar-lhes equilíbrio e coerência. Por outro lado, os motivos que lhe reconheço são quase sempre românticos, líricos, poéticos, uma poética do deslumbramento que também me encanta pela candura com que constrói os mundos do mundo.
Tenho duas filhas muito diferentes uma da outra, mas tenho igualmente dentro de mim o que a ambas distingue. Apolíneo numas coisas, dionisíaco noutras, divido-me com a noção do desafio constante que é manter-me equilibrado.
A fotografia ao alto é da Beatriz. A de baixo é da Matilde. 


domingo, 26 de março de 2017

Respect!


Beatriz Alexandre Fialho canta Jar of Hearts, de Christina Perri.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

POEMA À FAMÍLIA

A minha família é fantástica
Mas nela eu sou a única que faz ginástica
Todos nós temos um sonho
Eu e nós todos temos amor e eu no coração o ponho
Dedico este poema à minha família
Que é linda como uma tília


 Beatriz, 8 anos (em Maio de 2015)

sábado, 18 de abril de 2015

12 ANOS

Tem morrido muita gente boa, gente que fez coisas e deixou obra, gente que a gente não conhece senão pelo que nos ensinam, dão, gente que dá ao fazer. Os últimos anos são arrasadores, é certo. Basta passar os olhos por aqui. Mas hoje a minha Matilde faz 12 anos. E isso é que importa, só isso importa. Efemérides? Tenho duas para celebrar, as datas em que as minhas filhas sopram velas. Aos outros agradecemos, os nossos celebramos. Hoje é dia de Matilde:


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Será que as nuvens se queimam quando se aproximam do sol?
Beatriz, 8 anos.

quinta-feira, 20 de março de 2014

COMO OS FILHOS NOS VÊEM


Beatriz, 7 anos (clicar para ver melhor)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

1º PRÉMIO


Matilde da Cruz Alexandre Bento Fialho
(10 anos)
1º Prémio no Concurso do Dia da Criança A Farmácia no Verão

sábado, 23 de março de 2013

UM SONHO SOBRE A LUA

Fui eu Matilde
a primeira
pessoa
a chegar à Lua.

Antes era um sonho
por concretizar,
um desejo a realizar.

Cheguei lá
logo vi
imensas coisas
a estudar,
tanto para investigar.

A Lua era cintilante
e ainda mais brilhante.

Impressionei-me,
com certeza,
com aquela grande beleza,
mas lá, quando estudei,
percebi com mais clareza

era o Sol que
lhe dava essa beleza.
Para mim, foi grande
a surpresa.

Foi o que mais me
impressionou, mas não fiquei
por ali, e descobri
buracos na Lua: o que
faz isto aqui?
Logo percebi:
eram meteoritos que
ali tinham batido
e, enfim, as suas marcas
ficaram aqui.

Mas ainda aqui não falei
do que senti:
quando lá cheguei
senti-me rainha,
concretizei
o desejo de descobrir
e investigar,
e assim senti música
dentro de mim,
alguém a cantar
para me fazer sonhar
que um dia
este sonho
há-de se realizar.

Depois de tudo investigar,
pus-me a cantar de tanta alegria ter.
Tão cansada fiquei
que adormeci.
E assim
este sonho chegou ao fim.


Matilde, 9 anos.

terça-feira, 19 de março de 2013

PAI

Eu amo-te mais do que amar.

Beatriz, 6 anos

sábado, 19 de janeiro de 2013

PREOCUPAÇÃO

Já estás melhor do vento?
Beatriz, 6 anos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CONTO DE NATAL



Por Beatriz da Cruz Alexandre Bento Fialho, 5 anos.

domingo, 18 de setembro de 2011

DIÁLOGO INTER-CONFESSIONAL

Pai: acreditas em Deus?
Filha (4 anos): porquê, ele alguma vez te mentiu?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

8 ANOS

Parece que foi ontem. Era o que ouvia dizer sempre que fazia anos. Ou então, o tempo passa num instante. É tudo falso. Nessas alusões vive adormecido o logro de um tempo que é impossível resgatar. Passaram 8 anos. Os filhos crescem, nós envelhecemos, o planeta continua a correr. Sabe bem enterrar as mãos na areia, sentir o sal da espuma, andar descalço sobre a terra, trazer ao corpo a luz que afaga a erva. Salvamo-nos, assim, da melancolia que a passagem do tempo imprime. Agora que lês, dou-te o que julgo saber: ama a Terra, não terás outra, e aprende a gostar das pessoas com a nobre desconfiança de quem sabe poder haver num coração inimagináveis razões para se ser tal como se é. As pessoas escondem mistérios, não nos cabe tanto julgá-los como importa compreendê-los. Não te iludas com a busca da felicidade, essa quimera impenetrável. Procura antes colocar em cada momento a alegria que te for possível. E quando não for possível, faz qualquer coisa para que se torne possível. Nenhum outro esforço será tão valoroso.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O PNL

Na passada sexta-feira, dia 25, fui ler um conto à turma da Matilde. Levei Afonso e o Livro, uma história escrita pelo Luís Filipe Cristóvão que conta a aventura de um rapaz viciado na leitura de um livro inexistente. O mote serve para contar duas histórias numa só: a história do nascimento de um livro e a história do nascimento de um leitor. Na realidade são ambas uma e a mesma coisa. Isso percebeu-se naquela turma. O sucesso repetiu-se, depois de no ano passado lhes ter apresentado O Incrível Rapaz que Comia Livros. Notei nas crianças um interesse inabitual. No fim, muitos fizeram questão de me colocar ao corrente das suas aventuras enquanto… escritores. Uns andam com poemas nos bolsos, outros escrevem contos, produzem os seus próprios livros nas escolas, em casa, escrevem, ilustram, recortam folhas, agrafam-nas, inventam, criam, aprendem a gostar dos livros. A Matilde foi, como sempre, clara e objectiva: para o caso de ainda não teres dado por isso, devo dizer-te que já vou no terceiro capítulo da minha história. Toma e embrulha. Como se costuma dizer: em casa de ferreiro, espeto de pau. Eu sabia que ela andava a escreve uma história, mas desconhecia o estado avançado da produção. Isto tudo para dizer o seguinte: o PNL foi uma excelente iniciativa governamental, gerou uma óptima dinâmica escolar em torno do livro e é hoje uma marca da qual muitas editoras se socorrem para fazerem valer as suas obras num hiper-agressivo mercado concorrencial. O PNL é uma coisa positiva, hoje só me apetece falar de coisas positivas.

sábado, 19 de março de 2011

O MEU PAI E EU


1.
Pai, és uma flor que brilha,
canta, fala e dança!
És um super-herói que me salva
até quando não podes arriscar!
És muito engraçado e feliz!
Hoje, neste dia, estou contigo
cheia de alegria para que fiques feliz!



2.
És um coração
que dança, fala e canta.
Sabes fazer muita coisa
e sabes muita coisa...
Hoje estou contigo
para que fiques feliz,
cheio de alegria e tão consolado.



Ilustração
: Beatriz
Poema: Matilde
Quando fazemos o último número dos nossos anos, morremos.
Depois o tempo volta para trás, não é?
Beatriz
, 4 anos

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Huidobro disse: é preciso mudar o céu de lugar.
A Beatriz retorquiu: este chão está estragado.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

NÃO PENSES LÁ COISAS

Pai: Gostas de mim?
Beatriz, 4 anos: Gosto.
Pai: Dás-me um beijo.
Beatriz: Dou. A miúdos lá da minha escola com barba não dou.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

SER RICO

Filha: eu queria ser rica para poder comprar vestidos maravilhosos.
Mãe: eu queria ser rica para poder andar sempre de chinelos.