Como não estou minimamente interessado em conhecer as
intenções de voto do Valupi, salto a cassete. Prefiro questões de fundo de
gaveta, complexas, eventualmente tão improváveis como a existência de buracos
negros no interior de buracos negros. Tipo: como compreender que um partido que
se diz socialista governe sempre em reiterada
contradição com os princípios mais elementares do socialismo? O Valupi foge à
questão com uma questão: de que socialismo estamos a falar? Ora, segundo julgo
saber, um princípio básico do socialismo é a igualdade de oportunidades. Valerá
a pena falar de caciquismo? Valerá o esforço? O exemplo mais pungente nesta
matéria é-nos logo oferecido pelo actual presidente do PS: «É um caso raro na política portuguesa: toda a família mais directa do líder parlamentar socialista, Carlos César, está em cargos de nomeação ou eleição política».
Talvez a única coisa que possa ser desmentida na notícia é o tratar-se de caso
raro. Quanto a pulhas, talvez não fosse má ideia recordar notícias sobre as
mãos largas de alguns empresários neste país (aqui). A troco de quê tamanha caridade? Ou voltar a folhear “Os
Donos de Portugal”. Ou espreitar os perfis nas redes sociais de alguns administradores
e directores de empresas que engordam à custa dos salários miseráveis que pagam
aos seus funcionários. Talvez fazendo tal esforço cheguemos a alguma conclusão,
caso não as tenhamos já todas previamente definidas por uma qualquer cega fé na
inocência dos pulhas.
terça-feira, 18 de setembro de 2018
VIVA O CAPITALISMO
"De acordo com os dados das Nações Unidas, há disparidades
“regionais generalizadas”, que se relacionam com “desigualdades de rendimento”,
e que afectam as hipóteses de sobrevivência das crianças".
domingo, 16 de setembro de 2018
[A tia de um amigo meu]
A tia de um amigo meu
Que deus a tenha
Apesar de eu não saber
Se faleceu
Falou-lhe um dia
Depois de ver as notícias
De um grande tsinami na ilha de Sinatra
Assim que ele ouviu aquilo
Foi projectado pelo ar
Escavacou a casa toda
E saiu pela janela
Disparou o sobrinho da culatra
Mas mais
Muito mais que isso
Fê-lo à maneira dela.
Sebastião Belfort Cerqueira (n. 1987), in RSO&SBC (Douda Correria, Abril de 2018). «O leitor viciado
em ecos talvez possa pressentir aqui o jovem Nemésio esperando o Navio de
Sal, ou a batida sincopada do Navio de Espelhos de Cesariny, mas se
esta poesia alude, e às vezes expressamente, a poemas doutros autores, de Sá de
Miranda a Manuel Bandeira, essas apropriações são sempre desviadas em benefício
de um mundo verbal singular e inconfundível» (Luís Miguel Queirós,
Público).
sábado, 15 de setembro de 2018
A PERGUNTA É
O que vai acontecer a estes patrões? Se julgam ser caso único, desenganem-se. Já agora, chegam-me ecos alarmantes sobre as condições de trabalho de quem produz o famoso pão de Rio Maior. Amigos jornalistas, não querem investigar? Mexam-se, caralho, dignifiquem a vossa profissão de jornalistas.
JOCASTA & DIZIMAR
Após a publicação de Sumo de Limão — Silva de Versos
(frenesi, Setembro de 2017), em edição conjunta de que demos conta aqui, Paulo
da Costa Domingos (n. 1953) regressa com duas plaquettes vindas a lume com
poucos meses de diferença: Jocasta (frenesi, Maio de 2018) e dizimar (frenesi,
Agosto de 2018). A primeira, tendo como figura central uma personagem mitológica,
inicia com o poema intitulado O Verbo Se Fez Carne. Anteriormente publicado na
revista Cão Celeste, este poema indica-nos logo no título uma perspectiva
cosmogónica que o léxico dos versos confirma. De um modo irónico, o sopro da
criação é desmontado pela vontade de questionar o lugar da mulher na
história do mundo. A última estrofe não deixa dúvidas quanto à vertente
heterodoxa do poema: «Quem regressa do vale / e seus olhos viram / coisas nunca
vistas, / só lhe diz ser altura / de soprar menos» (p. 5).
A convocação de Jocasta, de certo modo explicada em nota
marginal, leva a um questionamento da historiografia burocrática. Se é pacífico
ter sido Sófocles quem, entre os poetas trágicos, mais se esforçou por oferecer
à mulher um primeiro plano na significação das dores humanas, não tão pacífico
será sobrepor a relevância de Jocasta a Antígona neste domínio. De facto, se um
dos principais conflitos na tragédia de Sófocles é aquele que opõe a lei do
Estado ao direito familiar, Jocasta foi estupidamente secundada por quem sempre
preferiu relevar o papel desobediente de Antígona. Afinal, é a mãe de Antígona,
nascida de uma relação incestuosa, quem melhor poderá simbolizar posteriormente uma crítica da
estrutura base das sociedades judaico-cristãs. Jocasta que se desfez de um
filho, pedindo que o matassem, para acabar posteriormente casada com ele, dele
tendo filhos, acabará por se suicidar, enforcando-se no quarto: «Voraz,
absoluta entrega e / único feminismo sem o sofisma / do horror aos trilhos do
coração, / nasce de si mesma: carnívora, / nuamente infame como feixe / d’espinhos
coroando a Natureza» (p. 10).
Este hino orquestrado por Paulo da Costa Domingos
concorda com o que conhecemos da sua poesia anterior pela sobreposição dos
valores do corpo às leis morais impostas por forças externas à consciência
individual, num epicurismo anárquico que não prescinde de sobrelevar o
indivíduo a uma qualquer ideia de Estado. Do mesmo modo, no conjunto intitulado
dizimar, verbo com conotações etimológicas também elas apelando a certa noção
de tragédia humana, o indivíduo surge colocado na posição do condenado que o
carrasco se presta a executar. Neste caso, o carrasco tanto pode ser uma ideia
de cidade (malha urbana) como os «urbanistas com seus compassos» (p. 11): «¿Que
posso eu dizer-vos?... / Que esta maneira de civilização / pinga como uma
torneira lassa, / e o seu laço nos estrangula» (p. 5). Quem acaba estrangulado
é o rebelde, vítima da normalização que tudo higieniza, tornando a paisagem
asséptica, amorfa, monótona, sufocante. A própria poesia acaba posta em causa
neste cenário de desolação: «Desta rebeldia / com véus que encobrem a raiva / e o desespero» (p. 9).
O espectáculo entristecedor das sociedades de consumo,
eufemismo para sociedades autodestrutivas, tem também no centro do seu imenso palco
aqueles que se lhe opõem, por vezes perdidos em labirintos de consciência,
outras vezes vitimados pelo sufoco a que são sujeitos pelos algozes da
normalização. O poeta é uma dessas figuras, não apenas por insistir na prática
de uma arte antiprodutiva, logo desconsiderada como esperdício excessivo, mas
sobretudo por na sua zona restrita se manter fiel a um propósito antigo, que já
vem dos tempos de Jocasta, o de desviar da lógica idealista todos quantos
prefiram o veneno do sonho erótico ao veneno do sacrifício redentor. Neste
contexto, a poesia de Paulo da Costa Domingos pode também ser lida como
esconjuração, grito de rebeldia, espécie de exorcismo proferido contra todas as
forças que se oponham à liberdade individual, à autoconsciência, aos prazeres
de um corpo que é garantia de estarmos vivos:
¡Vai embora! ¡Larga-nos!,
larga o teu inimigo.
Teu ganho e nossa perda
já mal se distinguem.
Na desolação dos oásis as bocas
abrem-se e são grutas em f’rida.
Solidão de vozes gastas
no sussurro conspirativo.
¡Nem na noite há refúgio!
¡Larga!, larga o teu inimigo.
Fatiga, a luta, e ainda
não chegou o pavor.
Certo. Teremos bebido;
muito menos que mentiras
dizem os poetas durante
uma greve selvagem.
Resta referir, até por respeito a velhas cumplicidades
que nestas coisas são o que mais conta, que a capa de Jocasta tem na sua origem
uma fotografia de Rui Baião. E de Carlos Ferreiro é a ilustração na capa de
dizimar.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
BANDA SONORA ESSENCIAL #49
Os Bauhaus estão a comemorar 40 anos de actividade, nós
cantamos os parabéns aos Bauhaus. In The Flat Field (1980), álbum de estreia,
surgiu em 1980. Nem tudo foi mau nos eighties. Acrescente-se que surgiu a par
de um selo que viria a ser sinónimo de “qualidade”, o selo da 4AD. Oriundos do
reino-unido, absorveram a revolução punk, assimilaram a estética glam de uns T.
Rex ou de Bowie, e acrescentaram-lhe um tom gótico. Mary Shelley e Bram Stoker podem
ser tidos como fontes inspiradoras de águas sacramentais, num género de
reverência heterodoxa tendo como patrono o anjo caído que Goethe imortalizou no
Fausto.
As “dark entries” anunciadas pela voz inconfundível de
Peter Murphy não nos levariam a outro lugar senão o das adoráveis trevas que
assumem como virtuosos todos os pecados declarados pela ortodoxia católica. Se
os punks tinham por alvo a sociedade, entendida como construção política, os
góticos apontaram flechas à influência da igreja sobre essa mesma sociedade,
considerando que os poderes, ao contrário do que advogam as repúblicas, ainda
não tinham sido separados. O culto prestado é aos excomungados, em jeito de
provocação, talvez, mas também sob uma perspectiva cínica que vem de há muito.
A dança de São Vito assume a tradição, incorporando-a
pelo lado festivo, quase pagão, dionisíaco. Quem escute Dive está no território
punk, mas quem logo de seguida apanhe com Spy In The Cab perceberá que algo
ficou para trás na mera fúria anti-social. A suportarem a postura ritualística
de Peter Murphy, a guitarra de Daniel Ash perdia-se em devaneios capazes de
transcender a síntese dos três acordes. O baixo de David J e a bateria de Kevin
Haskins garantiam uma secção rítmica poderosa, à qual devemos acrescentar
efeitos secundários então vanguardistas numa banda de rock.
Todos eles tiveram projectos paralelos ou a solo, confirmando
competências singulares que vão muito além do que fizeram enquanto banda. A
título de exemplo, podemos referir um álbum como Express (1986), assinado pelos
três Bauhaus para além de Murphy, que a páginas tantas enveredou por registos
mais pop com discos a solo tais como Deep (1989) e Holy Smoke (1992). Belíssimo
álbum de canções é Songs from Another Season (1990), de David J. O que tudo
isto prova é a versatilidade dos músicos por detrás dos Bauhaus, a capacidade
que tiveram de acrescentar ao rock uma atitude literária, conferindo-lhe dignidade
artística.
Quem agora escute um tema como Nerves não poderá ficar
insensível à ousadia dos arranjos, às palavras desoladoras, aos ambientes
soturnos, ao piano minimalista, às sombras, ao teatralismo vocal de Peter Murphy,
às explosões rítmicas, aos cenários de ruína, à dramatização das alterações rítmicas
tendendo para um apocalipse sonoro. Os Bauhaus estão a comemorar 40 anos, mas é
como se por eles o tempo não passasse. Ou não fossem discípulos do imortal Conde
Drácula.
ABSOLUTAMENTE
(...)
Não há diferença de natureza, apenas de grau, entre
a 'indignação' destes talibãs ocidentais e, por exemplo, a selvajaria do
caso dos cartoons do Maomé.
(...)
Ricardo António Alves: aqui.
UM POEMA DE FERNANDO MACHADO SILVA
(…)
estou vivo e amo e celebraria a vida
mesmo se o meu amor e paixão fossem só por
isso que é a vida
(…)
Para ler na íntegra: aqui.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
VIVA O CAPITALISMO
Pelo terceiro ano consecutivo, há mais gente com fome no
mundo
As alterações climáticas, conflitos e as crises
económicas põem em causa a saúde e a subsistência de milhões de pessoas em todo
o mundo, especialmente em África e na América do Sul.
Há cerca de 821 milhões de pessoas no mundo a passar
fome, a maior parte das quais em África e na América do Sul. Pelo terceiro ano
consecutivo, aumentou o número de pessoas com fome no mundo, segundo o último
relatório sobre a Segurança Alimentar e Nutrição das Nações Unidas,
divulgado esta terça-feira e relativo a 2017.
(…)
Cerca de 672 milhões de adultos, ou 13% do total, são
obesos e 38,3 milhões de crianças com menos de cinco anos também. A obesidade é
mais sentida na América do Norte, mas também está a aumentar na África e na
Ásia, onde coexiste com a subnutrição.
(Notícia completa: aqui)
O MUNDO NUNCA MAIS FOI O MESMO
Insistimos nos ataques suicidas contra os EUA, de 11 de Setembro
de 2001, como tendo mudado definitivamente o mundo. O mundo nunca mais foi o mesmo, dizemos. Como se isso quisesse dizer alguma coisa, como se aí estabelecêssemos uma fronteira histórica. Qual o verdadeiro significado dessa fronteira?
Ao que se
sabe, os ataques terão sido organizados pelos fundamentalistas islâmicos da
al-Qaeda. Esta mesma organização foi financiada pelos EUA quando o objectivo
principal era a expulsão de tropas russas do território afegão. Bin Laden,
líder da al-Qaeda, foi outrora visto como um herói pelos americanos, que não só o
treinaram militarmente, como lhe ofereceram armas.
Só depois da Guerra do
Golfo, em 1991, com a instalação dos americanos na península arábica, é que Bin
Laden se começou a opor aos americanos. E quem se opõe aos americanos torna-se inimigo dos americanos. Para sermos exactos, foi a Guerra do
Golfo que mudou a face do mundo. Desde logo, foi a primeira a que pudemos assistir em directo com maratonas televisivas épicas.
Na sequência da Guerra do Golfo, o Iraque de Saddam
Hussein ficou no goto dos americanos até à ocupação de 2003. Esta ocupação teve na sua origem uma
“guerra global contra o terrorismo” assente numa mentira: a de que o Iraque
possuiria armas de destruição em massa. Depois desta ocupação o mundo também
nunca mais foi o mesmo, pois foi a partir daqui que se formaram movimentos como os do chamado Estado Islâmico, ISIS ou Daesh.
Da al-Qaeda
anti-soviética ao Daesh antiocidental não passaram muitos anos, um dos
intervenientes foi sempre o mesmo e o mundo foi mudando na sequência dos
interesses particulares desse interveniente. Que insistamos na ideia de que o
mundo nunca mais mudou depois do 11 de Setembro de 2001 é uma patetice. Pior, é de uma insensibilidade gritante face aos problemas do mundo.
Os
atentados às torres nova-iorquinas são particularmente horríveis por
condensarem em poucas horas o terror de atentados perpetrados ao longo de anos, dos quais não nos chegam senão fragmentos. Em Nova Iorque caíram torres,
em todo o Médio Oriente são cidades, países inteiros, o que tem tombado. Sem grandes percalços emocionais para a história de um mundo em mudança, acrescente-se. Ou julgam que os migrantes afogados no Mediterrâneo vêm do nada? Não morrem carbonizados em torres, morrem afogados no mar enquanto fogem de guerras nos seus países. Guerras que têm uma história, uma origem. Ainda que dessa história insistamos em contar só a parte que nos interessa.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
PORNO-RIQUISMO
Num país com um salário mínimo (médio?) de 580 €, maná de opulenta classe empresarial, é tudo menos pornográfico deparar com tais realidades: «O porno-riquismo é a nova fase do consumo conspícuo num tempo de capitalismo multi-escalar com desigualdades pornográficas, onde o dinheiro assim concentrado é sempre quem mais ordena, incluindo na dimensão pessoal, que é sempre política». A pornografia sempre estimula o tesão, isto desmoraliza por completo. Enoja. Daí que talvez fosse preferível falar de riquismo-abjeccionista.
UM POEMA DE JAIME ROCHA
RUÍNAS
É um espaço de morte onde vai um corvo
comer todas as manhãs. Poisa junto
ao amontoado de pedras e procura no meio
da vegetação algumas larvas e o cheiro
de outros corvos. É um cheiro novo, azeitado,
que consegue surpreender quem pára um carro
junto a uma montanha.
Nessas ruínas passa um rio que está sujo
e que mostra ao longo das margens mais
de duzentos peixes mortos. É um rio esverdeado
sem vegetação, apenas com uma baba, onde
os corvos vão beber. Tem sons que desaparecem
de repente. Dentro dessas ruínas existem vários
objectos de ferro, outros de plástico.
Tudo está ordenado conforme o seu tempo de uso
e o espaço que ocupam. A um canto que é o canto
mais antigo das ruínas existe já uma grande
quantidade de musgo e cogumelos castanhos
dispersos subindo por uma árvore. É a árvore
dos corvos e é dali que se vê o horizonte,
umas vezes deserto outras com um vento
acinzentado. Os objectos de plástico mudam
de sítio e de cor durante a noite. Quase sempre
são levados pelos ratos para um esconderijo
escavado na terra, sem saída.
É um rio podre, embora nas palavras se possa
inventar uma lenda com um monge de branco
e uma estátua enfeitada de organdi, cheirando
a tabaco. Quando está cheio, ele reflecte
as ruínas com exactidão, as cores, os volumes,
os ácidos, uma temperatura quase quente,
como se as pedras e o barro fervessem para dentro.
Quando seca, as crostas aparecem circulares,
levantadas pelos bichos. E toda a força da terra
então resplandece chamando os lenhadores
e os machados. Os corvos fogem no chão do rio.
Uma cobra de água rodopia da nascente para a foz,
amaciando as ruínas. Todo o espaço está morto
sem barcos, um corpo que é um osso apenas
e que aguarda a chuva.
Esse rio existe nas ruínas, não está desenhado
num livro. Os corvos que lá vão também existem
porque bebem a água todas as manhãs. E isso
é um alimento sedutor. Alguém escreveu a tinta
junto à árvore do canto mais antigo das ruínas.
É onde antes íam mulheres lavar a roupa
e se banhavam mergulhando com os corvos,
quase sempre para nunca mais voltar.
Jaime Rocha, in Lâmina, Língua Morta, Março de 2014, pp. 103-105.
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Lidos em 2018,
Os mestres e as criaturas novas
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
BURT REYNOLDS (1936-2018)
Em 1966, "estrelou" em Navajo Joe. Deliverance, de John
Boorman, marcou toda uma geração. Reynolds era o homem do arco, na descida de um
rio marcada pela sodomização de Ned Beatty. Jon Voight integrava o elenco. O
filme acabou nomeado para três “Óscares”. Trabalhou com Woody Allen e Robert
Aldrich. A última aparição de monta foi no excelente Boogie Nights, de Paul
Thomas Anderson. Nunca foi um dos maiores, mas só por Deliverance já merece ser
lembrado.
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Cinematógrafo,
Os mestres e as criaturas novas
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
SÓCRATES vs BENFICA
E agora, benfiquistas anti-Sócrates? Estamos com a justiça ou ficamos com o clube? Culpados? Inocentes até trânsito em julgado? As respostas a estas e outras perguntas num psiquiatra junto de si.
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