Informa João Urbano que faleceu o poeta Silva Carvalho, autor de livros tais como "Memória do Presente" (1977), "Díptico Musical" (2005) e "Cypress Walk ou No Fim o Começo" (2007). No n.º9 da revista Nada, em ensaio intitulado "O Livro Porético", Silva Carvalho dizia ser o porisma uma substituição da palavra poema no contexto da linguagem porética. Esta linguagem materializa-se numa escrita contínua, independente do chamado “momento de inspiração”, espontânea, um «quase impulso», mas longe de se subsumir nos automatismos da escrita automática: «a Linguagem Porética sempre concedeu à linguagem a sua quota-parte de liberdade e o seu estatuto de revelação da inexistência através da irrupção do disparate ou do inarticulado (Estética da Estupidez)». Nasceu a 8 de Fevereiro de 1948 em Vila do Conde. Frequentou a Universidade de Coimbra antes de se exilar em Paris, em 1969. Regressou a Portugal em 1975, licenciando-se em Filologia Românica. Foi professor do ensino secundário, Leitor na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, E.U.A. (1985-89), na Universidade de Goa, Índia (1990-91) e na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, E.U.A. (1997-2001). Leccionou na Escola Secundária de Santa Maria, em Sintra, até 2008. Publicou na Black Sun, na Fenda, entre outras editoras ditas de circulação restrita.

Não nos possamos esquecer de «A Linguagem Porética» que cria uma outra maneira de se viver a literatura. A invenção inesperada de um género literário no momento {mesmo] em que se pensa! https://silvacarvalho.com/index.html
ResponderEliminarSó acrescentar que no texto acima onde são referidas as editoras onde publicou, por lapso, não foram mencionadas a Brasília editora e as edições Aquário; estas edições foram criadas para publicar, unicamente, a obra literária do autor Silva Carvalho. Este comentário é da autoria de Maria Emanuel Menezes (Nené), mulher do autor.
ResponderEliminarMuito obrigado.
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