Contra o tédio
predominante dos dias pequeninos
a blague na ponta
aparada da língua mãe
Contra as vagas de
tristeza a remoer na nossa direcção
a boutade que
atravessa o leito de estiagem
Contra a cruz de
insatisfação carregada no calvário da existência
a charge nas arenas
redondas das cabeças quadradas
Para quê morrer
vagarosamente
se a vida passa
como um TGV por estações abandonadas?
A favor dos homens
na terra
os ossos saturados
de apatia
que estrumam
extravagantes corolas de mel
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