sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

SERVIÇO ARTIFICIAL

Escrevi uma microcena e pedi ao ChatGPT que a rescrevesse ao estilo do "Livro do Desassossego". Peguei no resultado e pedi que o rescrevesse ao estilo de Henrique Manuel Bento Fialho. Perguntei quais os critérios seguidos para aquele resultado. Por fim, questionei sobre as fontes de tais critérios. O grau de eficácia surpreendeu-me. Na estação de serviço Colibri, uma simpática funcionária, a quem devo a sugestão de uma óptima aletria, queixava-se das máquinas de atendimento automático. Perguntava, com desdém: "É isto que nos vai roubar o trabalho?" A inteligência artificial parece mais eficaz a escrever do que a servir, o que nos pode e talvez deva levar a repensar o acto de escrita.

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