Tó Zé está a pensar na melhor forma de incluir a palavra
robótica numa intervenção sobre os acontecimentos da noite passada. Montenegro
não viu nada, estava com a família no Casino de Espinho a assistir ao
espectáculo do Baião. Adorou. As noras também. Ventura discute com o staff as
próximas produções para o TikTok, talvez de pernas e braços abertos, à laia de
Van Damme, entre polícias e manifestantes. Tresandando a álcool, Tânia Laranjo
queixa-se do cheiro a ganza no Rossio. Rita Maria exige fraldários para meninos
e para meninas. Leitão Amaro está a fazer um reel com as mãos na cabeça. Luís
Neves vai transformar em jacuzzi a piscina que já foi tanque para que os
portugueses finalmente percebam o que é um elevador social. Carlos Abreu Amorim
devora croissants de chocolate barrados com manteiga enquanto assiste ao relato
da partida entre PSP e arruaceiros. Paulo Núncio juntou-se numa picaria àquele
rapaz do Chega com cara de fiambre. Pedro Pinto fez de boi. Nuno Melo lamenta
as lamentáveis lamentações dos jovens lamechas que não se alistam no exército
para recuperar Olivença. Há casamatas para todos. Nas televisões, os
comentadores comentam. Na rua, os sem-abrigo passam frio. No escritório, a
banca lucra, as seguradoras lucram, as gasolineiras lucram, a especulação
imobiliária lucra.
antologia do esquecimento
domingo, 25 de outubro de 2026
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
A FALTA QUE NOS FAZEM OS FRANCESES
A malta que anda na rua de microfone em riste e câmara de filmar ao ombro tem dado provas suficientes do ridículo a que submeteu a sua profissão. Dos terríveis tremores de terra que afugentam gatos à procissão do refluxo gastroesofágico, do CR7 em debandada ao contentor a arder, são inúmeros os exemplos recentes desta ânsia pelo espectacular, da ávida busca do epifenómeno sensacionalista que mete toda a gente e mais um par de periquitos a debater o sexo dos anjos. Uma pessoa desprevenida que olhe para as televisões julgará que o sismo de 1755 foi brincadeira de crianças quando comparado com o que está a acontecer neste país das helenas matos e dos zé manéis fernandes. Eu cá tenho opinião diferente, acho que devíamos ser mais espanhóis e menos osórios, acho que devíamos ser mais franceses e menos tinocos, acho que somos mesmo um país de poetas... da cidade. E que falta nos fazem Brites de Almeida, mondadeiras e povinhos para quem o respeitinho não fosse esta porra triste de conchinhas no Rossio e fiambres no Parlamento e botas-de-elástico nas televisões.
sábado, 17 de outubro de 2026
BOTAS-DE-ELÁSTICO
Vou usar uma expressão que não aprecio particularmente para
descrever um sonho que tive esta noite, a expressão bota-de-elástico. O sonho é
simples, sonhei com uma manada de botas-de-elástico a pastarem num vasto campo
de golf. É verdade, em vez de prado tínhamos um golf course, em vez de gado
tínhamos botas-de-elástico. Acontece que a tudo isto assistia eu como se
estivesse a ver televisão, ou seja, a televisão era um golf course onde
apascentava uma manada de botas-de-elástico. O mais impressionante é que eu
sabia o nome das cabeças de gado, isto é, das botas-de-elástico, e chamava-as
pelo nome como se fosse pastor ou coisa que o valha. Ali, a vaca Helena
Matagal, acolá, o cabrão Miguel Morgadinho, além, a cabra Helena Ferro
Enferrujado de Gouveia, adiante, o boi Josué Manuel Fernandes, uma manada
diversa de botas-de-elástico a pastarem num campo de golf chamado TV.
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
BOLSA DE FINADOS
Quando tudo é campeonato, quando tudo é submetido à
lógica competitiva, dos números de seguidores aos concursos de casados, dos
campeonatos de poesia às maratonas festivaleiras, damos conta do calcanhar de
Aquiles em que a humanidade inteira se transformou. A vida enquanto game show,
jogo de azar, concurso público, tabuleiro sem peças, a vida raspadinha aí está
diante de nós com seus rankings de mérito e felicidade. O Império capitalista
ganhou, não há refúgio que nos valha, a toxicidade concorrencial infiltrou-se
até onde a julgávamos abolida, no amor, na amizade, na liberdade. É para aí um
ver se te avias de campeões, de heróis e giovannis, que uma pessoa até tem
medo, tal o gigantismo dos egos exacerbados e a proliferação de génio. Vamos
todos finar burros que nem portas, mas só alguns carregados de medalhas e
condecorações e taças e bicicletas. Pobres goghs, kafkas, pessoas, pobres de
todos esses que em vida passaram ao lado dos pódios atravessando em último as
metas do sucesso. Está para breve a substituição do baptismo pelo chip dos
campeões. Se é para nascer, que seja para os primeiros lugares na bolsa de
finados.
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
O HOMEM DA FLOR NA BOCA
(...)
E era isto que era de demonstrar, está a ver? Com provas e exemplos contínuos, a nós próprios, implacavelmente. Porque, caro senhor, nós não sabemos de que coisa é feito, mas é que, é que, todos o sentimos aqui, como um nó na garganta, o sabor da vida, sempre insatisfeita, que nunca se pode satisfazer, porque a vida, no próprio acto de a vivermos, é assim, sempre ávida de si mesma, não se deixa saborear. O saber está no passado, que permanece vivo cá dentro. O gosto da vida vem-nos daí, das recordações que nos têm amarrados. Mas amarrados a quê? A esta sensaboria aqui... a este tédio... a tantas estúpidas ilusões... insípidas ocupações... Sim, sim. Isto que agora, aqui, é uma sensaboria... isto que agora é para nós uma desventura, uma verdadeira desventura... sim senhor, à distância de quatro, cinco, dez anos, quem sabe que sabor terá tomado... que gosto, estas lágrimas... E a vida, santo Deus, só o pensar em perdê-la... especialmente quando se sabe que é uma questão de dias...
(...)
Luigi Pirandello, in O Homem da Flor na Boca seguido de Sonho (mas talvez não), tradução e prefácio de Isabel Lopes e Fernando Mora Ramos, Cotovia/Teatro Nacional S. João, 1998, p. 29.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
UM POEMA DE JOSÉ EMÍLIO-NELSON
Um HOMEM DE PORLOCK bateu à porta de estrofes sonhadas.
E a pluma de Coleridge não mais abriu-se ao sonho <de que
antes, febrilmente, se lembrava>. [Plot]
(Ai! Cinza de versos! Quem me chama?)
José Emílio-Nelson, in O Homem de Porlock - Film, posfácio de Tiago Cfer, insert de Marcelo Ariel, fotografias de Sebastião Resende, Edições Esgotadas, Setembro de 2026, p. 74.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
DAR NAS VISTAS
As pessoas que gostam de dar nas vistas podiam começar
por beliscar as próprias retinas. Ia dizer esbofetear, mas não é preciso tanto.
Em vez de darem chapadas nas vistas, belisquem as vistas. É que estão muito em
sintonia com estes tempos, com as práticas mais bem sucedidas do exibicionismo
reinante e do narcisismo metódico. Nem precisamos de ligar a televisão para ver
o telejornal, povoado de gente a fazer tudo para dar nas vistas. Até o pino.
Começando pelos próprios jornalistas, que ora fazem o pino, ora denotam
impressionantes competências contorcionistas. Malabarismos também há, ser
discreto é que não rende, não produz efeitos, a discrição deixa-te na penumbra,
ali esquecido e ignorado, pobre de ti, pelo que o melhor é começares por
beliscar as próprias retinas. Imagina-te a ser entrevistado na rua por um
jornalista que pretende saber porque estás numa manifestação. Não tentes sequer
responder com discrição, dá logo nas vistas, belisca as retinas de imediato.
Caso contrário, ele vai antecipar-se com perguntas que nada têm que ver com o
início da conversa. Perguntas para dar nas vistas. A antecipação é o segredo de
quem procura dar nas vistas com sucesso. Mais do que qualquer outra táctica, a
antecipação é assaz refrescante para os egos inflamados e agigantados que não
se têm em si de tanto desejarem dar nas vistas. Objectivo: ser o centro das
atenções, o ponto em torno do qual o mundo gira, e desse modo impor as suas
perspectivas esbofeteadas de darem nas vistas. Reparem como há tantos
jornalistas que pretendem ser o centro das atenções, é típico nas sociedades
rendidas ao espectáculo. Quanto mais no centro das atenções, mais no topo da
carreira. O centro das atenções é um potente elevador social que faz quem quer
dar nas vistas ascender à condição de estrela, por vezes até à condição de
alpha ursae minoris. Minoris, mas grandis, enormis, gigantesquis, porque quando
ocupamos o lugar polar todas as atenções se viram para nós. E então já nem
precisaremos de dar nas vistas, beliscar retinas, bastará abrir a pestana. E o
ego baterá asas.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
O TEATRO É PURO CINEMA
(...)
- Quando eu era pequeno queria ser actor. E agora que sou actor, o que eu queria era voltar a ser pequeno, porque o teatro é uma traição. O teatro é uma verdadeira mentira. Não é mais do que um sonho feito de palavras débeis inábeis habilitadas e vestidas para se esconderem por detrás do vestuário extraordinário (e) da decoração.
- Quando eu era novo era um verdadeiro imbecil. Pergunto-me se terei aprendido alguma coisa.
(...)
Alvaro García de Zúñiga, in O Teatro é Puro Cinema, trad. Jorge Melícias (a partir da versão espanhola), Blablalab / Teresa Albuquerque, Abril de 2024, p. 9.
domingo, 11 de outubro de 2026
EU CÁ SOU BOM
Olho-me nos olhos em loop, adoro rever-me, devolver-me a mim mesmo no reflexo do espelho e do eco, interpretar-me no vídeo, na selfie, para quando na presença de ministros, secretários, jornalistas, ter o corpo na mais favorável das posições, a três quartos, de perfil, rosto no rosto. Ah, como eu me admiro na repetição do vídeo caseiro, eloquente como só eu, homem de palavra estudada, ritmo marcado, respiração certa, tudo ali tão pronto para vencer e ficar na história e sobre mim escreverem mil e uma maravilhas. O gesto esquemático, a pose a cada momento ensaiada, a frase sublinhada pela própria língua. Maravilha de mim, génio esquecido, incompreendido, ignorado, mas génio, que sempre elogia e reconhece a discrição, a simplicidade e a humildade dos outros.
sábado, 10 de outubro de 2026
UM POEMA DE RUI LAGE
ELEGIA PRATEADA PARA RUI COSTA
A morte é uma bicicleta
Rui Costa
Sim, a morte é uma bicicleta
e a ladeira que não acaba de esfolar a infância
com quedas que não custavam o que hoje custa
erguer os ossos
e saber ao espelho este presente interminável,
puramente indicativo,
em frias torres de vidro - ó quem dera abolidas!
Que será de nós, hóspedes inconsoláveis de Aquitânica?
Não mais nos será dado enviuvar da única estrela?
Erguer a taça à indomável Natura,
partilhar o pão e o vinho pré-industriais?
Ficheiros, relatórios, folhas de cálculo,
para tais misérias é que somos fadados?
Que é da pedra, do peixe, da planta,
do pássaro? Saberão os vindouros o que são?
Sim, havemos de imprimi-los a três dimensões,
descarregá-los nos olhos, sóis negros
a pairarem sobre jazidas de gigabytes,
tudo vagamente olvidado e vagamente lembrado
como as coisas longínquas que nos perseguem os sonhos
e o éter da manhã desfaz em fumos
pestanejantes.
Sim, a morte é o passado,
talvez um adro, sinos,
o futuro infundado, o valor
e a virtude, rochedos a refundar.
Ainda ontem pela raiz nos arrancavam ventanias
e sobre nós mesmos caídos
mordíamos o pó sob as lápides da lembrança,
as bocas ensanguentadas de símiles vetustos.
E tudo pela pátria: não foi sempre ela,
essa puta velha, a arrastar a voz
do outro lado da linha?
Oh dias quietos envidraçados
de sol a sovar o rio.
Continuamos encarcerados em nuvens graves.
Como nos achas, vistos daí?
Sim, vistos daí onde a água não canta ao saltar
entre as pedras?
Mochila às costas, livros, cachaça:
teremos aprendido alguma coisa?
Teremos aprendido a não escrever poemas?
Sim, é preciso deserdar a felicidade
antes que nos morra na sala, de boca ao lado.
Do mais não vale tirar sentido: pelintras da unidade,
somos ainda o chão.
A morte é uma bicicleta.
Continuamos por aqui a pedalar.
Rui Lage, in Física Espiritual - antologia pessoal, posfácio de Arnaldo Saraiva, Assírio & Alvim, Janeiro de 2026, pp. 202-204.
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
RECLAMAÇÃO
Fazem-me falta poetas que cantem as cabeleiras grisalhas das mulheres exangues, os músculos flácidos dos homens estéreis, as constelações de manchas na pele ressequida, dentes debilitados por cáries internas, a carne engelhada dos velhos, rostos amarrotados por olheiras fundas, fazem-me falta poetas que cantem a velhice sem resvalarem na retórica saudosista dos gloriosos passados e dos paraísos perdidos e dos amanhãs silenciados, sem canto, mortificados. Fazem-me falta poetas que falem do corpo como uma cedência por comodato e da vida como um instante perdurável e do tempo como o sopro estanque de humanidade que sempre foi o que é. Poetas capazes de abolir o uso do advérbio agora por contramedida a um antes que não foi melhor nem pior, foi diferente. Poetas que não temam a tristeza nem a imponham ao presente por nostalgia de magistrais infâncias, oníricas infâncias de colo e mimo, sem pés descalços nem fome nem nódoas negras de trabalho infantil forçado. Cansado que me encontro desses paraísos íntimos e pessoais, cantados como se mundo outro não houvesse, quedo-me a assobiar a falta que me fazem os poetas que permutem o canto não pelo lamento, mas, vá lá, pela assumpção de um destino para todos igual, a despeito das paisagens em que um corpo brota. Faz-me falta a verdade, a honestidade, o grito autêntico que não tema a melancolia nem a loucura nem a morte.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
NOBEL DA LITERATURA: ANNE CARSON
Sobre Anne Carson, neste pardieiro:
1. Antigonick, uma peça de teatro: aqui.
2. Autobiografia do Vermelho: aqui.
3. Vidro, Ironia e Deus: aqui.
4. Um fragmento de Águalisa - ensaios e poesia: aqui.
5. Um poema de A Beleza do Marido - um ensaio ficcional em 29 tangos: aqui.
6. Albertine - Rutina de ejercicios: aqui. Deste último, que creio não estar publicado em Portugal, deixo uma borla:
Apêndice 4 sobre Samuel Beckett
Os hábitos, o sofrimento, o tédio, a memória, beber chá, biscoitos e a inescrutável banalidade da existência são tópicos que Beckett e Proust têm em comum. Cada qual anatomiza-os de maneira diferente. Aquilo que para Proust se encontra localizado na cabeça, a boca ou a mente, move-se pelo corpo abaixo em Beckett. Por exemplo, a cena em que molha a madalena no chá, que transporta Marcel ao interior de um sonho metafísico. Ao primeiro gole de chá, segue-se um segundo e um terceiro, pois pretende prosseguir o estudo desta inesperada delícia. Porém, decepciona-se ao descobrir que a sensação diminui ao repetir-se: «Bebo um segundo gole em que não encontro nada de mais que no primeiro, um terceiro que me traz um pouco menos que o segundo», diz. Compare-se com o bebedor de chá Murphy, protagonista da novela homónima de Samuel Beckett: «A sensação de um assento que, finalmente, se juntava ao seu traseiro derreado era tão deliciosa que se levantou de chofre e repetiu o movimento. Para não se deixar comover com tais ternuras, teria de as conhecer melhor. Mas a segunda junção foi uma enorme decepção.» No geral, Beckett está mais interessado do que Proust na parte posterior do corpo. Veja-se, por exemplo, a personagem de Pim em Beckett, apunhalado no cu com um abre-latas, ou Krapp a queixar-se do intestino enquanto continua a comer bananas, ou o abundante discurso anal em Murphy, ou a exaustiva excrementação do mundo nas expressões de Vladimir e Estragón, para não falar do modo como Beckett rebaptiza os editores Chatto & Windus, que lhe rejeitaram uma colecção de poemas em 1934, como “Calaboca & Jáera” (Shatupon & Windup).
Os hábitos, o sofrimento, o tédio, a memória, beber chá, biscoitos e a inescrutável banalidade da existência são tópicos que Beckett e Proust têm em comum. Cada qual anatomiza-os de maneira diferente. Aquilo que para Proust se encontra localizado na cabeça, a boca ou a mente, move-se pelo corpo abaixo em Beckett. Por exemplo, a cena em que molha a madalena no chá, que transporta Marcel ao interior de um sonho metafísico. Ao primeiro gole de chá, segue-se um segundo e um terceiro, pois pretende prosseguir o estudo desta inesperada delícia. Porém, decepciona-se ao descobrir que a sensação diminui ao repetir-se: «Bebo um segundo gole em que não encontro nada de mais que no primeiro, um terceiro que me traz um pouco menos que o segundo», diz. Compare-se com o bebedor de chá Murphy, protagonista da novela homónima de Samuel Beckett: «A sensação de um assento que, finalmente, se juntava ao seu traseiro derreado era tão deliciosa que se levantou de chofre e repetiu o movimento. Para não se deixar comover com tais ternuras, teria de as conhecer melhor. Mas a segunda junção foi uma enorme decepção.» No geral, Beckett está mais interessado do que Proust na parte posterior do corpo. Veja-se, por exemplo, a personagem de Pim em Beckett, apunhalado no cu com um abre-latas, ou Krapp a queixar-se do intestino enquanto continua a comer bananas, ou o abundante discurso anal em Murphy, ou a exaustiva excrementação do mundo nas expressões de Vladimir e Estragón, para não falar do modo como Beckett rebaptiza os editores Chatto & Windus, que lhe rejeitaram uma colecção de poemas em 1934, como “Calaboca & Jáera” (Shatupon & Windup).
Versão de HMBF. Nas citações de Proust e Beckett usei as traduções de Mário Quintana e Maria Jorge Vilar de Figueiredo.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
HIPERFÓLICO
Tal como a Feira do Livro de Lisboa, o Fólio deste ano é
o maior de sempre. 450 autores em 300 iniciativas repartidas por 10 dias, o que
perfaz 1,25 iniciativas em cada hora das 24 que um dia tem, numa média de 1,5
autores por cada iniciativa. Tenho a certeza de que serão momentos de profunda
reflexão e muita partilha de saber. Estou com expectativas elevadíssimas sobre
as contribuições das metades de autor distribuídas pelas 300 iniciativas, de
que por certo resultarão para cima de 600 consequências.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
MICRODRAMA
Diálogo escutado durante o passeio da cadela numa manhã de neblina:
- Estou aqui a ver
se chega o D. Sebastião.
- Só se vier à boleia. Como as coisas andam, o cavalo já deve ter morrido.
- Só se vier à boleia. Como as coisas andam, o cavalo já deve ter morrido.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
CROMELEQUE DOS ALMENDRES
7000 anos, dizem, por razões que só a especulação explica. A esperança média de vida não era assunto, pelo que de certeza seriam mais felizes.
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