(Aperitivo)
Ao
volante do Carocha
pela estrada do Caniçal
vai Frederico contemplar o oceano abissal
Vê
sereias e marinheiros
em noites de lua cheia
adamastores amestrados na caça à baleia
Vê
falésias esvoaçantes
pombas inseminadas
anjos e querubins na orla das enseadas
Aperta
o cinto de castidade
e purgado pelo celibato
na virtude do sacramento
vem-se abluído em confissão
ensaboado, off course, com perdão
Oh
demoníaca masturbação
Oh estupro
Oh fornicação
eu vos concedo o indulto
Cadáveres há muitos e penhascos também
Acidentes acontecem
na Madeira ou em Jerusalém
Ao
volante do Carocha a caminho de Madrid
vai Frederico em fuga
Ninguém sabe
ninguém vê
E
vai o bispo Teodoro e o Alberto João
todos embarcados no caiaque do perdão
Ah
lençóis do Vale de Judeus
que invisíveis sóis são os teus?
Inda
a casa não piava
faziam bicha os suspeitos
criminosos intermitentes
afastados
encobertos
5000 abusados não são tais
que valha serem lembrados
Mais
foram os mártires
ao serviço do Senhor
fustigados pela mortificação
e pelo pudor
São
Josemaría Escrivá de Balaguer
eu te cito em rima tacanha
por ser mister reconhecer:
Que bela é a
santa pureza
das falésias mortais
Que bela é a santa pureza
dos promontórios fatais
Que bela é a santa pureza
das disciplinas de sete cordas
Que bela é a santa pureza
de engates que dão em fodas
Ao
volante do Carocha
pela estrada da inocência
vai a juventude em marcha
com pacotes peregrino
vai o Papa
vão os bispos
e toque a rebate o sino
Vão crianças
de costas para o triunfal sodomita
vão fiéis oradores
devotos de Santa Rita
Frederico
da Madeira
é que por certo não irá
anda à solta por Copacabana
entre Lagoa e Humaitá
pela estrada do Caniçal
vai Frederico contemplar o oceano abissal
em noites de lua cheia
adamastores amestrados na caça à baleia
pombas inseminadas
anjos e querubins na orla das enseadas
e purgado pelo celibato
na virtude do sacramento
vem-se abluído em confissão
ensaboado, off course, com perdão
Oh estupro
Oh fornicação
eu vos concedo o indulto
Cadáveres há muitos e penhascos também
Acidentes acontecem
na Madeira ou em Jerusalém
vai Frederico em fuga
Ninguém sabe
ninguém vê
todos embarcados no caiaque do perdão
que invisíveis sóis são os teus?
faziam bicha os suspeitos
criminosos intermitentes
afastados
encobertos
5000 abusados não são tais
que valha serem lembrados
ao serviço do Senhor
fustigados pela mortificação
e pelo pudor
eu te cito em rima tacanha
por ser mister reconhecer:
das falésias mortais
Que bela é a santa pureza
dos promontórios fatais
Que bela é a santa pureza
das disciplinas de sete cordas
Que bela é a santa pureza
de engates que dão em fodas
pela estrada da inocência
vai a juventude em marcha
com pacotes peregrino
vai o Papa
vão os bispos
e toque a rebate o sino
Vão crianças
de costas para o triunfal sodomita
vão fiéis oradores
devotos de Santa Rita
é que por certo não irá
anda à solta por Copacabana
entre Lagoa e Humaitá

1 comentário:
Essa aberração nem deveria ser atribuída à natureza. Certamente é um híbrido de seres clonados, alguma experiência norte-americana ligada ao terrorismo sexual. Eles têm a experiência e os maiores especialistas no assunto...como sempre.
Mesmo assim teve direito a um poema, vale a pena!
Abraço
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