O chico-esperto tem sempre histórias para contar e é, invariavelmente, o herói das histórias que conta. Vinga-se, assim, dos pés chatos, da marreca, da saliva em excesso numa boca incapaz de se calar. Faz-se esquecido nas contas que não salda, toma os outros por parvos, ironiza. Ele não te diz que está mal ou que está bem, diz aos outros e espera que esbarres para, vendo-te caído, dar-te a mão. Depois cobra. O chico-esperto não é parvo nenhum, por isso inspira cautela e distância. Creio que finará afogado na própria saliva.
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