Sá de Miranda já falava do desconcerto do mundo, Camões aprofundou o desconcerto do mundo, Vieira sentiu na pele o desconcerto do mundo, Nicolau Tolentino denunciou em versos autocomplacentes o desconcerto do mundo, o desconcerto do mundo persegue-nos. Do renascimento ao barroco, da arcádia lusitana ao romantismo, do modernismo ao surrealismo, passando pelo neo-realismo e demais ismos, sempre o desconcerto do mundo, sempre esta sensação de injustiça, de premiação do mal e desprezo do bem. Ainda hoje, o desconcerto do mundo. Uma guilhotina suspensa por fios débeis sobre as nossas consciências.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
DESCONCERTO DO MUNDO
Sá de Miranda já falava do desconcerto do mundo, Camões aprofundou o desconcerto do mundo, Vieira sentiu na pele o desconcerto do mundo, Nicolau Tolentino denunciou em versos autocomplacentes o desconcerto do mundo, o desconcerto do mundo persegue-nos. Do renascimento ao barroco, da arcádia lusitana ao romantismo, do modernismo ao surrealismo, passando pelo neo-realismo e demais ismos, sempre o desconcerto do mundo, sempre esta sensação de injustiça, de premiação do mal e desprezo do bem. Ainda hoje, o desconcerto do mundo. Uma guilhotina suspensa por fios débeis sobre as nossas consciências.
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