Leitão Amaro, naquele jeito de falar como quem olha para
o chão a ver se não tropeça nos próprios pés, veio justificar a queixa de
Montenegro contra um post satírico alegando questões de defesa nacional: «É
defender Portugal e a posição de Portugal, quem faz isto não ataca só o
primeiro-ministro, ataca a posição internacional de Portugal». O leitãozinho
disse isto sem se rir, pelo que acreditamos estar a falar a sério. Não sei se
viram o post em causa, uma brincadeira em que Trump agradeceria a Montenegro por
este lhe propor as ilhas dos Açores entre outros disparates congéneres. O que
ali está em causa, claramente, é uma satirização da reverência portuguesa à
política norte-americana. Ora, tanto o anjo Montenegro, como o anjo Amaro,
levaram-se a sério a ponto de nem sequer lhes passar pela cabeça estar Donald
Trump a cagar-se para eles e para Portugal, enquanto divulga nas suas redes
sociais vídeos produzidos por inteligência artificial (não tem outra) e propaga
todo o tipo de mentiras e dislates. Chegámos a este ponto em que os verdadeiros
sátiros são aqueles que outrora inspiravam a pena dos poetas, ou seja, os
homens de e no poder. Ao pé de Montenegro e Leitão Amaro, o Volksvargas parece
um respeitável cientista político. Ao pé do Volksvargas, o Amaro parece um
leitão e o Montenegro dá ares de Palhaço Batatinha.
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