sábado, 3 de janeiro de 2026

MAIS UMA NAÇÃO LIVRE

Depois de um documentário sobre Harvey Keitel, seguiu-se um filme com Adrien Brody. Foi ele a única razão para ficar acordado a ver um desfile de gente a ser assassinada como pinos a cair numa partida de bowling. Pela manhã, notícia do ataque à Venezuela. Maduro em lugar incerto. Ficção e realidade, qual delas mais improvável? Não foi preciso esperar, o discurso já estava montado e iria ocupar toda a comunicação social portuguesa. Sem excepção. Nas televisões ganhava forma a narrativa da luz de esperança para o povo oprimido que há tanto esperava pela libertação. Alguém citava Maquiavel, esse grande diplomata, lembrando que os fins justificam os meios. Infelizmente, não se explicava a ninguém nem sequer se discutia a natureza de "O Príncipe", muito menos o que verdadeiramente pretendia Maquiavel com as suas teses políticas numa Itália ocupada e dividida. No bairro, os ciganos entretinham-se com pirotecnia, bombas de Carnaval, explosivos aparentemente inofensivos. Enfim, antes isso que verem televisão.

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