O pântano em que nos afundamos diariamente
neste país sem alma feita em lama
tem telhados de neblina na noite escura
É um país de estradas sem caminho
florestas partidas ao meio
lençóis de cinza
e milhares de mãos estendidas à espera de luz
O mar retomará seu rumo
a terra voltará a ser semeada
a seca extrema não tem os dias contados
nem a miséria em que diariamente nos enterram
os botões de punho engravatados
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