Israel e os EUA arrastaram o mundo para uma guerra cujas consequências vão ser por todos sentidas, economicamente mas não só. As almas néscias que exultaram com o fim da teocracia iraniana têm já à vista as consequências da putativa mudança, o exército a dizer na televisão que tratará qualquer manifestação pública contra a liderança iraniana como trata os seus inimigos. Sobre a destruição perpetrada resultará, como sempre e a história ensina, um ódio reforçado, mais terrorismo, mais repressão, mais medo e o desejo de vingar centenas de crianças ceifadas. O que Israel fez em Gaza e pretende fazer no Irão e no Líbano devia ser suficiente para não ceder um milímetro na defesa do direito internacional, das convenções que nos ofereceram alguma paz e garantiam mínimos de dignidade, mas a hipocrisia reina e a consciência moral definha. Sob os escombros desta guerra jazem a ética, a moral, as leis, as regras, as normas, a justiça, a diplomacia. A lei do mais forte reverbera nos discursos de Netanyahu e Trump, este último apoiado por uma horda de fanáticos religiosos que não se distinguem dos ayatollahs senão pelas vestes. E são mais ignorantes, diga-se de passagem. A autocracia norte-americana e o sionismo estão bem um para o outro, o que não se compreende é a subserviência de uma União Europeia (escapam Espanha, Irlanda e agora, ao que parece, a Itália de Meloni sob pressão migratória) tão lesta nas sanções e todo o tipo de cancelamentos à Federação Russa, mas absolutamente conivente com os crimes de Israel e EUA. Quem no final pagará a conta já todos sabemos, é o povinho que, nas urnas, continuará a gratificar facínoras. Na verdade, à escala universal a humanidade não passa de uma população bacteriana. Somos vírus, micróbios, uma porcaria que se vai reproduzindo até dar cabo do seu habitat. Portanto, não há com o que nos preocuparmos. O fim é certinho.
quinta-feira, 12 de março de 2026
BACTÉRIAS
Israel e os EUA arrastaram o mundo para uma guerra cujas consequências vão ser por todos sentidas, economicamente mas não só. As almas néscias que exultaram com o fim da teocracia iraniana têm já à vista as consequências da putativa mudança, o exército a dizer na televisão que tratará qualquer manifestação pública contra a liderança iraniana como trata os seus inimigos. Sobre a destruição perpetrada resultará, como sempre e a história ensina, um ódio reforçado, mais terrorismo, mais repressão, mais medo e o desejo de vingar centenas de crianças ceifadas. O que Israel fez em Gaza e pretende fazer no Irão e no Líbano devia ser suficiente para não ceder um milímetro na defesa do direito internacional, das convenções que nos ofereceram alguma paz e garantiam mínimos de dignidade, mas a hipocrisia reina e a consciência moral definha. Sob os escombros desta guerra jazem a ética, a moral, as leis, as regras, as normas, a justiça, a diplomacia. A lei do mais forte reverbera nos discursos de Netanyahu e Trump, este último apoiado por uma horda de fanáticos religiosos que não se distinguem dos ayatollahs senão pelas vestes. E são mais ignorantes, diga-se de passagem. A autocracia norte-americana e o sionismo estão bem um para o outro, o que não se compreende é a subserviência de uma União Europeia (escapam Espanha, Irlanda e agora, ao que parece, a Itália de Meloni sob pressão migratória) tão lesta nas sanções e todo o tipo de cancelamentos à Federação Russa, mas absolutamente conivente com os crimes de Israel e EUA. Quem no final pagará a conta já todos sabemos, é o povinho que, nas urnas, continuará a gratificar facínoras. Na verdade, à escala universal a humanidade não passa de uma população bacteriana. Somos vírus, micróbios, uma porcaria que se vai reproduzindo até dar cabo do seu habitat. Portanto, não há com o que nos preocuparmos. O fim é certinho.
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