domingo, 1 de março de 2026

IRAQUE 2.0.

 
Depois da invasão do Iraque, em busca de armas nunca descobertas, e da Ucrânia, para supostamente acabar com viveiros neonazis, voltamos a ter um momento de nós contra eles, como se defender o direito internacional e, sei lá eu, as resoluções da ONU, fosse uma espécie de comprometimento com regimes totalitários, ditaduras, teocracias, tudo o que há de mau neste mundo, excluindo-se, claro está, o sionismo ou o imperialismo norte-americano (este é aliado, os outros são maus). Pois bem, a defesa intransigente do direito internacional, ido pelo esgoto em Gaza, rasgado na Venezuela com o rapto de Maduro, enterrado agora no Irão, não compromete ninguém senão com a defesa da lei. Até o facínora Putin teve cuidados na Ucrânia que os facínoras Trump e Netanyahu não têm tido, porque ninguém lhos exige. Os meus desejos mais profundos são que todos esses facínoras impludam, sejam eles eleitos, nomeados, ayatollahs ou papas da puta que os pariu. Não sendo possível a satisfação dos nossos desejos mais profundos, não me resta senão, enquanto humilde cidadão de uma Europa de cu para o ar, defender o direito internacional, mesmo que isso implique a conservação de regimes execráveis num poder que só a força e organização populares têm legitimidade para derrubar. Dito isto, preparemo-nos para o que o Iraque nos ofereceu: a disseminação de mais terror.

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