Depois da invasão do Iraque, em busca de armas nunca
descobertas, e da Ucrânia, para supostamente acabar com viveiros neonazis,
voltamos a ter um momento de nós contra eles, como se defender o direito
internacional e, sei lá eu, as resoluções da ONU, fosse uma espécie de
comprometimento com regimes totalitários, ditaduras, teocracias, tudo o que há
de mau neste mundo, excluindo-se, claro está, o sionismo ou o imperialismo
norte-americano (este é aliado, os outros são maus). Pois bem, a defesa intransigente
do direito internacional, ido pelo esgoto em Gaza, rasgado na Venezuela com o
rapto de Maduro, enterrado agora no Irão, não compromete ninguém senão com a
defesa da lei. Até o facínora Putin teve cuidados na Ucrânia que os facínoras
Trump e Netanyahu não têm tido, porque ninguém lhos exige. Os meus desejos mais
profundos são que todos esses facínoras impludam, sejam eles eleitos, nomeados,
ayatollahs ou papas da puta que os pariu. Não sendo possível a satisfação dos
nossos desejos mais profundos, não me resta senão, enquanto humilde cidadão de
uma Europa de cu para o ar, defender o direito internacional, mesmo que isso
implique a conservação de regimes execráveis num poder que só a força e
organização populares têm legitimidade para derrubar. Dito isto, preparemo-nos
para o que o Iraque nos ofereceu: a disseminação de mais terror.
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