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28.05: O patrão da petisqueira Estrelinha trata-me por querido. A patroa trata-me por menino. A empregada chama-me jovem. Estou à espera que um dia alguém se me dirija por "querido jovem menino". Então querido jovem menino, o que é que vai ser? Vou ser querido, vou ser jovem, vou ser menino.
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29.05: Está a decorrer a maior Feira do Livro de Lisboa de sempre, rendida a dois ou três grandes grupos editoriais com pavilhões como nunca se viu. Por esta altura, o Parque Eduardo VII povoa-se de pavões nos pavilhões e de crocodilos que se fartam de chorar sempre que uma livraria independente desaparece.
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30.05: 45 minutos à espera para ser atendido numa
farmácia. Dois funcionários no atendimento ao público, três a andar de um lado
para o outro. Gente a reclamar para orelhas moucas. Finalmente chamado, lá vou
debitando os números da receita. Um, dois, três números. Quatro vezes
pronunciados, porque havia sempre algum que falhava. Quer genérico ou de marca,
perguntou a estimável de serviço. Quero ir-me embora daqui quanto antes,
respondi-lhe. Ah, é que posso não ter genérico. Então traga o que tiver, eu
depois pago-lhe com a minha simpatia genérica. E pronto, é isto.
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