Contava ontem que quando cheguei a Lisboa, em 1992, fui muito gozado por dizer que ia apanhar a carreira, como em Rio Maior dizia quem circulava nos transportes públicos entre aldeias e cidade. No entanto, levei com oito anos de carreirismo na capital. É um mal disseminado por este país que, como dizia o outro, visto de Paris mais parece uma aldeia. Seja como for, há ali uma concentração de carreiristas impressionante, o que se explica tanto pelo centralismo como pela coisa do mundo mais bem distribuída, que não é o bom senso, como pretendia Descartes, mas sim a estupidez. Aprendi, então, que em Lisboa não se apanham carreiras, mas sim números - no meu tempo era o 55 -, ainda que estes levem aos lugares onde se cozinham e se esturram as carreiras.
domingo, 10 de maio de 2026
CARREIRA
Contava ontem que quando cheguei a Lisboa, em 1992, fui muito gozado por dizer que ia apanhar a carreira, como em Rio Maior dizia quem circulava nos transportes públicos entre aldeias e cidade. No entanto, levei com oito anos de carreirismo na capital. É um mal disseminado por este país que, como dizia o outro, visto de Paris mais parece uma aldeia. Seja como for, há ali uma concentração de carreiristas impressionante, o que se explica tanto pelo centralismo como pela coisa do mundo mais bem distribuída, que não é o bom senso, como pretendia Descartes, mas sim a estupidez. Aprendi, então, que em Lisboa não se apanham carreiras, mas sim números - no meu tempo era o 55 -, ainda que estes levem aos lugares onde se cozinham e se esturram as carreiras.
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