quarta-feira, 27 de maio de 2026

CATARATAS DE BARATAS

 
Em "Na estrada real", de Anton Tchékhov, a peregrina Nazárovna comenta, enquanto descansa na taberna de Tíkhon: "Ouves? Soltaram-se as cataratas do céu." Leio isto e vem-me à memória Luís Miguel Cintra, em "Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço", de João César Monteiro: "agora já caem baratas do tecto”, dizia ele sentado à mesa de um café. Cataratas que caem do céu, baratas que caem do tecto. Escolham vocês.

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