Em "Na estrada real", de Anton Tchékhov, a
peregrina Nazárovna comenta, enquanto descansa na taberna de Tíkhon:
"Ouves? Soltaram-se as cataratas do céu." Leio isto e vem-me à
memória Luís Miguel Cintra, em "Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre
Descalço", de João César Monteiro: "agora já caem baratas do tecto”,
dizia ele sentado à mesa de um café. Cataratas que caem do céu, baratas que
caem do tecto. Escolham vocês.
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