"O problema de
escrever com IA é o enfraquecimento das capacidades mentais — oferece um
elevador quando, na verdade, precisamos é de criar o hábito diário de subir
escadas. À medida que se torna omnipresente, a IA mina não só a nossa
capacidade individual de escrever, mas também o cultivo do raciocínio e a
capacidade colectiva de raciocinar e de nos preocuparmos. Já estamos a lidar
com o declínio bem documentado da leitura; a IA está a acelerar o declínio da
escrita, conduzindo-nos mais ainda para aquilo a que Rose Horowitch, da revista
The Atlantic, chama a nossa “era pós-alfabetizada”. (...) A relação entre
literacia e democracia é bem conhecida: historicamente, as pessoas que sabem
ler e escrever estão mais habilitadas a escolher e a defender os seus próprios
interesses. O que acontece quando o processo se inverte? Quando as pessoas não
têm paciência para absorver argumentos com mais do que algumas páginas ou
frases? Quando lhes falta a capacidade de contrariar estes argumentos porque
nunca melhoraram, através da prática diária, a competência mais essencial para
um pensamento objectivo?"
Bret Stephens, no The New York Times.
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