sábado, 12 de setembro de 2026

CADÁVER ESQUISITO

 
Era uma vez um médico que era como um íman
tão grave como cogumelos com textura de amendoins
TORRADOS, ACABADOS DE COMER, E O VINHO ENTORNADO
pelo palco, libertando o perfume da poesia
e então, olha, ainda bem que não vieste. De qualquer forma, não teria espaço para ti. A tua presença é como um tipo
de coca-cola, casa de banho ou pano muito malcheiroso!
Ó sapo dum cabrão, lava-te, cheiras a cão.
Rããããã hmmmmmmmmmm
Cããããã, TAN, TAN, PUM, PUM
Poing, fez a bola quando bateu na rede, o público gritou e então o touro
entrou e saiu. foi curto desta vez para variar
como num teatro de variedades
daqueles filhos da mãe que gritavam pelo pai e diziam vai, vai, é um sapo na piscina seca
Na água
 
Cadáver esquisito por Henrique Manuel Bento Fialho, Inês Barros, José Carlos Faria, Nuno Machado e Rebeca Vendrell, a 11 de Setembro de 2026, no Bar Portinha, em Vila Real.

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