A despeito da costela mística, um português admirável.
Ficará para a história a sua história dos portugueses. Uma citação, aqui:
O historiador José Mattoso (n. 1933), monge beneditino
durante vinte anos, explicava há dias numa entrevista publicada na
revista Única, do jornal Expresso, que «o monaquismo, que começa
com os eremitas do deserto no século IV, criou um movimento de ruptura com a
sociedade. Se a pessoa que se recolhe ao isolamento concentra todas as suas
energias e inteligência na procura de Deus de uma forma radical e acredita que
Deus é aquele que preside à vida humana, Ele orientará e salvará a Humanidade.
E portanto o que é bom para um poderá ser bom para todos, dado que o Bem
alastra de uma maneira misteriosa». Continuando, dizia Mattoso: «No
silêncio encontro a simplificação, a essência das coisas, a sua pureza e
simplicidade».
1 comentário:
“A História Contemplativa", José Mattoso:
"A minha visão da História humana, da História-vivida é contemplativa. Requer um olhar atento, global, pacífico, não interventivo. Um olhar que capta as relações do pequeno com o grande, do singular com o plural, do diferente com o semelhante, do mesmo com o contrário. Um olhar que coloca as coisas na sua ordem, que permite descobrir os géneros e as espécies, que classifica os conjuntos e lhes atribui qualidades. Um olhar que reconhece o movimento e as mutações, sem que a diferença de tempo altere a identidade. Um olhar que compreende os percursos e os destinos da Humanidade, a atração e a repulsa, o amor e o ódio"
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