sábado, 10 de dezembro de 2022

ALONE TOO LONG (1956)

 


Sonny Red morreu com 48 anos, a mesma idade que tenho no dia em que escrevo este texto. Sempre me fascinou a sua figura, tal como a de outros músicos precocemente desaparecidos. Quis saber que razão ou razões por detrás do silêncio, mas tudo quanto encontrei foi o chavão por regra usado em ocorrências similares: «was falling into obsurity.» De resto, uma busca no Google por Sonny Red envia-nos directamente para um tal de Alphonse “Al” Indelicato, mafioso nova-iorquino evocado no filme “Donnie Brasco” (1997). Nem uma referência nas enciclopédias cá de casa. O libreto do álbum “Out of the Blue” (1960) é omisso. Num sítio que lhe é dedicado descobri, então, várias confusões associadas ao nome do músico. Sylvester Kyner é o nome de baptismo, a alcunha vinha do cabelo vermelho. Numa gravação de 1957 ficou Sonny Redd, noutra, do mesmo ano, aparece como Red Kyner. Num álbum de Curtis Fuller o nome que surge é Sonny Red Kyner, ao passo que no álbum da Blue Note dizem que o nome de baptismo era Junior Sylvester Kyner. Casou com Elena Knox em Fevereiro de 1960, tendo sido pai dois anos depois de uma menina baptizada Nicole Kyner. Fundou uma editora com o nome Nadianicole, em homenagem às duas filhas. Falam em problemas de saúde, mas não dizem quais. Também, quem precisa de saber? Estou a ouvir “Alone Too Long”, de Arthur Schwartz (música) e Dorothy Fields (letra), os mesmos de “On the Sunny Side of the Street”, e não preciso de saber mais do que a música diz. Foi originalmente gravada por NAt King cole, acerca de quem sabemos mais do que eventualmente desejaríamos.

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